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Friday, 16 March 2012

Orientação vocacional: enfermeira

Esta semana tem sido inteiramente dedicada à enfermagem do meu doente particular. Nada de brincadeiras marotas, tudo muito inocente.
Eu compro-lhe medicamentos, levo-o ao médico, faço-lhe trinta refeições de dieta, mudo-lhe a cama e por aí fora até cair redonda no puf, completamente estafada de, para além disso, ter de tratar das coisas normais de uma casa.
Talvez seja exatamente isto (eu sei: e muito mais) que um enfermeiro a sério faz todos os dias, às vezes em turnos longuíssimos. Mas se eu apenas fiz isto durante sete dias, com uma pessoa que amo e não morri de amores pelas tarefas, era impensável dedicar a minha vida, o meu dia-a-dia a tratar de pessoas que não conheço e que não me dizem absolutamente nada.
A partir de agora sou uma defensora acérrima da classe dos enfermeiros e da próxima vez que ouvir alguém dizer Oh, coitada, é enfermeira. Queria ser médica mas não chegou lá, sou a primeira a cerrar os punhos e a pô-los em riste.

3 comments:

Amélie said...

Obrigadíssima, Pics :)
E não, eu nunca fui uma "wanna be". Desde os meus 14/15 aninhos que dizia que queria ser enfermeira e senti-me imensamente feliz quando queimei as fitas amarelas e castanhas. E sim, o enfermeiro faz bem mais que isso. Mas também sou apologista de que quem o faz, tem que o fazer por gosto, caso contraário, será um perfeito frustrado. Como ou porque se gosta pode ser difícil perceber, também é difícil explicar... Para mim a beleza desta profissão está em saber que tudo o que dermos de nós, melhorará a vida de alguém.

As melhoras para o teu doente :)

**

Pics said...

Amélie, eu sei que fazem muito mais ;) Desde sempre que convivo com hospitais (não por más razões) e fui vendo sempre a interação doente/médico/enfermeiro.
E quando fui operada, em dezembro, de cada vez que chamava a pobre da enfermeira pedia-lhe mil desculpas porque, ainda por cima, foi tudo durante a noite.

Obrigada :) Daqui a nada já está como novo!

S* said...

Ser enfermeiro é valioso e lamento que sejam desvalorizados... talvez só quando precisamos deles (ou temos de fazer de "enfermeiros") é que percebemos o valor.