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Thursday, 11 December 2014

Olhar em frente

Há precisamente uma semana, num fim de tarde triste, saí de casa para ir, finalmente, ver a árvore de Natal nos Aliados. A minha intenção era arejar e acalmar-me, mas também tentar imbuir-me um pouco do espírito de Natal. Consegui a primeira, a segunda não deve cá chegar a tempo.
Eu, que não tomo decisões nem peço desejos na passagem de ano, senti-me como uma criança a pedir àquela árvore metalizada que me trouxesse apenas duas coisas.
A primeira chegou pouco depois e pode ser o que põe a outra, que não sei se algum dia terei, em segundo plano.
Hoje, enquanto bebo um copo de Bailey's bem frio, depois de ter ido, novamente, dar uma volta para me acalmar, percebo que devo focar-me naquilo que posso controlar, em ser a melhor versão de mim mesma, em dar o melhor de mim, em exigir de mim e em contar com mais ninguém. Tudo o que vier para além disso é um bónus.

Saturday, 6 December 2014

Luxo


Luxo é trabalhar no prédio onde vive a minha irmã e receber um telefonema dela, só porque sim, para passarmos o resto da tarde juntas. E fazer isso mesmo: comprar um croissant, encher um copo com coca cola zero (sempre zero), enfiar-me debaixo de uma manta ao lado dela e falar bem e mal até serem horas de ir comprar ingredientes para o jantar que me comprometi a fazer. E passar o resto da noite a rir, a beber sommersby e a tentar comer uma fatia gigante de bolo de chocolate.
Luxo é ser quase inverno e eu sentir que, de certa forma, posso recuperar o meu verão.

Thursday, 4 December 2014

Querido Pai Natal...

Estava pronta para pedir ao Pai Natal que este ano me desse apenas uma dose suficiente de amnésia para esquecer que 2014 alguma vez tinha acontecido. Até que entrei no meu carro, numa fria mas aconchegante noite de fim de outono, depois de um ótimo jantar numa ótima companhia e constatei que este ano conquistei mesmo muita coisa. Os últimos dias são prova disso, os próximos também e, sinto, o que aí vem há-de ser uma boa consequência deste ano turbulento.
Portanto peço apenas que o Pai Natal me traga um 2015 calmo. Só isso, calmo.

Sufoco

Ontem voltei a ter um triste encontro com a realidade das temperaturas baixas: quando o tempo está frio não consigo correr sem que a minha garganta se feche como se tivesse um pedregulho lá dentro. E eu, que até estava a fazer um bom ritmo, tive de resignar-me a algo semelhante a uma marcha e a aceitar que, até as temperaturas voltarem a aumentar, as corridas passarão a ser feitas na passadeira, indoors.
Mas quando parei para recuperar algum do oxigénio, sentei-me num montinho de relva mesmo em frente ao rio, com o sol a dar-me na cara, a fazer uma introspeção e a tomar decisões de vida. Bem,  de resto, ultimamente é quase só a isso que me dedico.
Ocorreu-me, então, um pensamento que me sufocou um pouco mais do que a falta de ar durante a corrida... Há gente de quem nos despedimos numa de um dia destes combinamos qualquer coisa e que somos capazes de nunca mais encontrar, mas isso não nos inquieta. De vez em quando somos capazes de nos lembrarmos dessas pessoas, mas temos a segurança de que um dia, se quisermos, podemos pegar no telefone e combinar um café. No entanto, há gente de quem nos despedimos conscientemente para sempre, da vida de quem saímos e a quem pedimos para sair da nossa por sabermos que é o melhor a fazer, e, ainda assim, passamos dias de clausura a chorar de saudades, a sentir o coração apertado e os pulmões incapazes de trabalhar.
Que sentido é que isto faz?

Wednesday, 26 November 2014

Recomeçar

Sou uma pessoa de pessoas, não posso mentir, sobretudo quando a minha vida está instável, ando inquieta e preciso de aprovação constante. Há momentos desses, uns mais longos do que outros.
Mas eis que tudo, finalmente, acalma. A poeira assenta, o rabo senta no sofá, a cabeça para de pensar trezentos passos à frente e foca-se em mim, no hoje e no amanhã. E os projetos deixam de ser irreais para serem concretizáveis.
Amanhã começa uma nova fase, uma etapa minha, escolhida por mim para mim. E, pela primeira vez, vou sem expectativas absolutamente nenhumas.
Não sei onde aprendi isto... fui aprendendo, tive de habituar-me a não esperar nada dos outros, continuar a esperar dar o melhor de mim.
Usando o maior cliché de sempre, amanhã é o primeiro dia do resto da minha vida. E estou ansiosa.

Monday, 3 November 2014

Não Natal

O meu espírito natalício está abaixo de zero e tenho muito pouca vontade de pensar em como/onde vou passar o Natal, mas as decorações espalhadas por todas as superfícies comerciais fizeram-me dar conta de que os meus anos estão aí mesmo à porta. Não há como escapar, embora não me importasse de fechar os olhos e acordar apenas no dia 2 de janeiro, depois das festividades todas. E, com esta aproximação, surgem as perguntas daquilo que quero receber de prenda.
Depois de pensar um bom bocado na questão, há meia dúzia de coisas que me vêm à cabeça, mas das duas uma: ou não estou com falta de bens materiais, ou estou com muito pouca imaginação.
Cá estão elas:

- Um fim de semana na Serra da Estrela num hotel quentinho no meio da neve (é... diz que faço anos num domingo...)
- Depilação a laser (para o meu irmão parar de se queixar de que ponho a máquina a funcionar sempre que vou a casa dele)
- Um tablet (porque andar com o computador para trás e para a frente não é o mais confortável para ninguém)
- Pecinhas para a minha pulseira (de cinco que tenho, três têm corações, por isso aceito outros padrões)
- Um bilhete (vá, dois) para os Maroon 5 (é só em junho, mas eu espero até lá)
- Um rádio para o carro (de preferência um que apanhe estações de rádio e não emita apenas o ostinato rsssssssssrsssssssrssss)
- Também não me queixava nada de ir ao concerto dos One Republic, mas tendo em conta que é já no final deste mês, dou o desconto.
- Mimos (acho que cheguei àquela idade em que fico feliz com uma manhã enfiada na cama ou uma tarde passada no sofá, desde que tenha também direito a beijinhos e a abracinhos)

Degladiem-se para aí.


Sunday, 26 October 2014

Paraíso



Paraíso é num sábado de fim de outubro querer almoçar à beira-mar ou rio, ter muito por onde escolher e optar por uma esplanada numa das praias de Gaia. No final de almoço, descer até ao areal e caminhar com os pés enfiados no mar, mais quente do que em muitos dias de verão, e resmungar por não ter levado biquíni nem toalha.
Paraíso é estarmos no outono e ser novamente verão.
Paraíso é ser outono e, mesmo se estiver tempo de outono, haver sítios assim para passear.
Paraíso é viver no Porto.

Monday, 6 October 2014

Olá!

Uma noite fria, um copo de Bailey's, umas fatias de presunto com queijo e eu, depois de uma viagem de carro, sozinha, com as janelas abertas e a música ligada.
É em momentos destes que me sinto bem por ser eu, por ver a felicidade em pequenas coisas, por muito que ela possa acabar amanhã, ou mesmo daqui a duas horas.
Não aprendi a ser assim: a vida simplesmente ofereceu-me razões suficientes para isso.
Ultimamente esqueci-me dessa parte de mim, deixei-a de lado, reneguei-a para segundo lugar e favoreci a outra, a que me fazia ver o lado negro da coisa, que me trazia lágrimas em vez de sorrisos e de risos.
Um erro grande que devi a mim mesma corrigir.

Thursday, 2 October 2014

How to look on the awesome side of life

Vai fazer praticamente um ano que escrevi isto:

Não sei se a felicidade é um destino, um caminho ou simplesmente uma maneira de encarar a vida. Só sei que seja o que for, neste momento tenho-a ao máximo. Claro que, insatisfeita que sou, aceitava de bom grado muitas coisas que a complementariam, como uma gatinha para me fazer companhia quando chego a casa... Também sei que, mais tarde ou mais cedo, posso revisitar este meu estado de espírito eufórico e pensar mal eu sabia.
Mas prefiro não pensar nessa eventualidade. Não para já quando três dias numa só semana já chegaram para várias voltas alucinantes no carrossel louco da vida.
Tudo corre bem.

Hoje escrevo: mal eu sabia, de facto.
Chegar ao fim de uma história que me deixou sem nada tem-me tirado as forças. Dormir é a melhor parte do dia, mas é também algo complicado de fazer quando se tem a cabeça completamente ocupada e o coração perdido e despedaçado.

No dia em que penso que não se pode bater mais no fundo, em que as coisas até começam a endireitar-se e a prometer correr bem, há qualquer coisa de estranho que me acontece e que, se numa situação normal me faria rir, neste momento aterroriza-me ante a possibilidade de poder acabar esquartejada numa qualquer rua da cidade sem que ninguém me encontre. 
É verdade que ninguém me manda ficar fora de casa até quase à uma da manhã de um dia de semana, mas foi isso que aconteceu ontem. Sou crescidinha, pensei. Nada de mal pode acontecer.
Lugar à porta de casa é mentira, pelo que parei o carro em frente a uma garagem e enfiei as tralhas dentro do prédio sob o olhar atento (creepy?) e os comentários de um homem na paragem de autocarro.
Entrei no carro e fui procurar um lugar. Descobri uma rua cheia deles, mas tive de parar exatamente em frente ao caixote de um sem abrigo, que saiu de lá de repente, pregando-me um susto de morte, e me gritou "boa noite, menina!".
Fiquei meia hora dentro do carro, mesmo mesmo em frente a ele, a tentar ganhar coragem para sair.

Hoje de manhã, de dia - com luz do dia é tudo mais fácil - cheguei ao carro confiante de que tinha sido apenas um susto sem repetição e dei com uma Vogue em cima do tejadilho do carro. Agradeci a ninguém e pu-la no chão.
Entrei no carro para vir embora e vi o sem-abrigo da véspera a correr rua acima e a dizer-me:
- Esta noite iam roubar-lhe o carro! Mas eu disse "o coreano não, leve antes o BMW".

Pisquei os olhos, agradeci-lhe.
Agora que estou a salvo, vou literalmente enrolar-me em posição fetal e chorar desalmadamente.

Monday, 29 September 2014

Reviver

Nem sempre querer é poder, porque há coisas que, por muito que as desejemos, não estão nas nossas mãos. Às vezes é preciso aceitar quando se luta em vão, baixar as armas, resignar e esperar por um novo projeto mais concretizável, mais ao nosso alcance. Por muito pequeno que seja.
Porque, quase sem dar por isso, quando já se chegou ao estado de desespero, há dias como o meu de hoje, em que voltei a ser eu, entusiasmada como uma criança na noite de Natal com dois pequeninos acontecimentos. Nada de mais, nada de especial, mas uma fonte de sorrisos, de guinchos, de ambições e de esperanças.
Há coisas que não foram feitas para ser, que nunca chegarão a realizar-se. Mas há outras, não obrigatoriamente melhores, que sim.
E talvez um dia, muitas coisinhas destas depois, me dê conta de que tudo acabou por ficar bem.

Saturday, 27 September 2014

27 de setembro

27 de setembro de 2007 foi o dia em que a minha vida mudou. Foi o meu primeiro dia de Erasmus em Paris, onde fiquei a crescer, a conhecer, a adquirir memórias e experiências que me trouxeram até aqui, onde estou, sete anos depois.
O dia 27 de setembro levou-me ao mundo e trouxe o mundo até mim. Fez-me vê-lo, conhecê-lo e fez-me ver-me e conhecer-me a mim também, de uma maneira que julgava irrepetível.
Hoje, neste dia 27 de setembro, já passei por muito mais mundo e estou de volta ao Porto, quem sabe para sempre, com mundos temporários pelo meio. Hoje conheço-me um pouco mais e pouco reconheço daquela menina de 19 anos e aparelho nos destes que partiu rumo ao desconhecido. Agora sei que tenho mais coragem e mais força do que ela pensava, mas sou igualmente mais frágil e mais dececionável do que naquela altura. Sou menos ingénua e menos inocentemente feliz.
Neste dia 27 de setembro de 2014, se pudesse, voltava a ser a menina positivamente amedrontada de 27 de setembro de 2007, ainda livre do contacto direto com a complexidade confusa das pessoas. Com o mundo aos pés e a felicidade apenas a dois passos de distância.

Tuesday, 23 September 2014

Feridas abertas

Time flies. Time waits for no man. Time heals all wounds. All any of us wants is more time. Time to stand up. Time to grow up. Time to let go. Time.
(Grey's anatomy)

É um bocado estúpida a sensação de impotência que confere esta dependência do tempo para que tudo corra bem, para que tudo dê certo. Devia bastar-nos fazer. Esquecer. Seguir em frente. Reconstruir. Piscar os olhos e puf, está tudo composto porque foi isso que quisemos.
Mas não, o tempo manda e diz que tem o seu ritmo próprio. E a nós, a mim, resta respeitá-lo.

Tuesday, 9 September 2014

Não era verão? / Has Summer arrived yet?

No verão passado passei tardes e noites inteiras de ventoinha apontada para mim e fartei-me de tomar banhos frios, antes ou depois de jantar, só para evitar derreter.
Neste verão quase que conto pelos dedos de uma mão os dias em que esteve calor a sério, em que tive de ligar o anti-melgas... Este ano senti falta dos banhos refrescantes, de vestir o pijama fresco ainda antes de jantar e com um cheirinho a banho no corpo.
Este ano - que foi, ironicamente, aquele em que mais morena fiquei - senti falta do verão a sério.


Last Summer I had to turn on a fan, pointing directly at me, in order to survive several afternoons and nights, and I took many cold showers, before or after dinner, so I would not melt.
This Summer I can count with only one hand all the really hot days, where I had to use the repellent... This year I missed all those refreshing showers, being dressed in my fresh pajamas right before dinner, with a nice soap fragrance on my body.
This year - which, ironically, was the one where I got really tanned - I missed a veritable Summer.

Friday, 5 September 2014

Que sera sera

Quando andava no secundário a estudar poemas que falavam sobre o destino, achava aquilo uma treta pegada: não acreditava minimamente que houvesse uma entidade qualquer que decidisse que estou a escrever este texto de pernas cruzadas em cima do sofá, às 13h07 do dia 5 de setembro de 2014 não por vontade minha, mas porque era suposto ser assim.
Hoje e cada vez mais tenho a certeza de que nada acontece por acaso. Não foi só porque sim que entrei há um ano num ciclo de mudanças que podia ou não ter acontecido, tanto fazia.
Não sou, hoje, a pessoa que era há um ano, sem qualquer sombra de dúvida. E só não o sou porque fui a sítios, conheci pessoas e vivi experiências que se combinaram para tal.
Se, por um lado, é assustador pensar que não tenho assim tanto controlo sobre a minha própria vida, por outro é reconfortante poder encostar-me à ideia de que tudo se resolve, porque o que é para ser será.

Tuesday, 2 September 2014

Setembro

Setembro era o mês das minhas férias, de Benidorm quase sem exceção, de wakeboard sem exceção, de biquínis e de calções de banho e de morenar um bocadinho. Era o mês do regresso às aulas, de um recomeçar cheio de boa vontade e de novos objetivos, quase como uma passagem de ano. Setembro foi o mês em que conheci Paris pela primeira vez, em que fiz Erasmus, em que arranjei a minha primeira casa.
Setembro é, invariavelmente, um mês em que nunca sei com o que contar, mas em que entro de cabeça à espera de algo bom.
Este setembro começou dentro do carro, com a música bem alto, numa noite húmida pela marginal fora. Este setembro começou com sorrisos, muitos, daqueles que não se desfazem facilmente.
Este setembro, espero, vai ser meu.

Thursday, 28 August 2014

Desta água não quê?


Pela primeira vez na minha não assim tão exageradamente curta existência, percebi, finalmente, as pessoas que correm por correr. Ou melhor, não as percebi porque não as abordei a meio da correria para perguntar "mas então porque é que corres?". Percebi, sim, que é um pretexto para sair de casa, apanhar ar, traçar um objetivo e, ao mesmo tempo, dedicar-me à introspeção (sim, que ir correr de auscultadores nos ouvidos é a receita para um atropelamento...).
Foi então que fiquei bastante feliz por ter uma ala do armário exclusiva para roupa de desporto, porque acho que... eu, que sempre disse que detesto correr, vou começar a fazê-lo.
E tenho a sorte de ter um sítio lindo para isso quase à porta de casa.

Tuesday, 26 August 2014

2014, vou sobreviver-te / 2014, I will survive you

Sobrevivi a fevereiro.
Depois sobrevivi a março e a abril.
Sobrevivi, ainda, a maio e a junho, cá, lá e cá.
E sobrevivi a julho.
Seria uma pena não sobreviver a agosto nem a setembro, e o único mês vivido em 2014 ter sido janeiro.


I survided January.
Then, I survived March and April.
I also survived May and June, here, there and here.
And I survided July.
It would be a shame not to survive August and September, thus making January the only month of 2014 I have really lived on.

Sunday, 17 August 2014

Reconstrução

Ontem, sem intenção, repeti algo extremamente simples que fiz na semana em que regressei a Portugal, precisamente com as mesmas duas pessoas que o fizeram comigo nessa altura: ir às compras para um jantar com amigos.
Lembro-me de, naquele dia, andar pelos corredores do supermercado tipo zombie, de nó na garganta, dores de cabeça de tentar conter as lágrimas e estômago revoltado pela ansiedade extrema em que me encontrava. Sentia-me um caco, um pedaço de nada sem absolutamente valor nenhum. O mundo tinha acabado de me cair aos pés e o tapete tinha-lhe saído de baixo (bem, aqueles clichés típicos de quem se desilude com as expectativas e as pessoas). O jantar, que podia ter sido mesmo divertido, foi passado em auto-comiseração, à espera de uma palavra de alento, de um mimo que fosse. Enfim, distraí-me a pensar no que podia ser em vez de aproveitar o que tinha ali mesmo à minha frente e que era tão bom.
Passaram-se sensivelmente dois meses, que têm sido longe de formidáveis (lágrimas, muitas lágrimas, desespero, dúvidas, confusão, auto-estima a arrastar-se pelas ruas da amargura, enfim, esses clichés de quem estava no topo do mundo e caiu até cá abaixo; emaranhados com momentos de euforia de quem acha que supera tudo num piscar de olhos - estalar de dedos não, que não sei fazer disso), e dei por mim a andar novamente naqueles corredores com uma lista de compras na mão, a sorrir, a conversar e entusiasmada com o jantar dessa noite. Não estava eufórica, não foi uma sensação momentânea acabada à noite, sozinha na cama, quando já toda a gente tinha ido embora, e substituída, uma vez mais, pelo nó na garganta, as lágrimas a queimar e o estômago às voltas (na verdade até estava, mas por razões de exageros gastronómicos). Não. Algo em mim mudou durante a semana que acabou e me fez arrancar a auto-estima do alcatrão quente para a pousar numa prateleira longe dos sapatos que queiram pisá-la. Encontrei (alerta cliché) as rédeas da minha vida, peguei-lhes e percebi que é bastante mais fácil domá-la do que aquilo que me parecia.
Estou partida, talvez até desfeita em pedacinhos. Mas acho que há uma cola para isso. Chama-se tempo e paciência, não só meus mas também daquelas pessoas que foram ficando, mesmo quando não gostavam do que viam; dos grilos falantes da minha vida.
Não sei quanto tempo demora o processo de reconstrução, mas sei que já começou.

Wednesday, 30 July 2014

Vai correr bem / It will be ok



De repente, num serão a meio da semana entre amigos e desconhecidos, saltitando no presente com o passado, faz-se uma luz que clarifica as ideias e mostra um caminho que funciona.
É possível. Pode correr bem.
Vai correr bem.