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Tuesday, 17 September 2013

5 minutos de fama

Nas minhas simpáticas férias, enquanto passeava o meu corpinho muito pouco bronzeado junto à praia de Cascais, fui barrada, mais do que uma vez, por um aparato imenso de câmaras, gente estranhamente vestida e penteada para estar na praia, uma senhora muito stressada e um segurança barrigudo. Numa dessas ocasiões, o meu marido sugeriu, com a perspicácia que o caracteriza: 
- Grita aí "corta, corta, repete!"
E eu, que acho piada a tudo o que aquele homem diz, ri-me, no momento em que se aproximavam o rapazinho saído diretamente do Disney Kids e uma qualquer vilã chique com um forçado ar de mau. De repente tinha uma imensidão de caras zangadas a olhar para mim, como se eu achasse que estava, por exemplo, na praia, onde podia rir à vontade... Ah, espera! Mas estava mesmo. E não é como se me tivessem pedido por favor para aguardar debaixo da torreira do sol, em silêncio, enquanto eles gravavam a novela. Pelo contrário, ali a conduta foi gritar com ar carrancudo que ninguém os deixa trabalhar, impedir a passagem sem por favor nem obrigada e, de tempos a tempos, ouvir a mulher stressada a barafustar com os turistas e a ralhar "rir aqui é que não!"
Tive ali uma boa oportunidade para tornar o meu riso famoso, mas tenho uma forte suspeita de que voltaram a gravar aquela cena.

Sunday, 18 August 2013

Ir para fora cá dentro

Iniciei uma saga de conhecimento de Portugal a caminho do Estoril. Figueira da Foz, Nazaré, São Martinho do Porto, Foz do Arelho, Óbidos, Peniche e Berlengas, Ericeira, Estoril, Sesimbra e Setúbal. Tenho tido direito a champanhe e flocos de neve no hotel, ginja em copo de chocolate, banho de imersão muito quentinho, peixinho grelhado, viagem de barco, peta zetas, praia e sol, mais peixinho grelhado, chocos fritos, gelados na Santini e muitas caminhadas.
Por cá vou continuar e deliciar-me com a vida, com o marido e com os amigos até me fartar e o Porto começar a sentir a minha falta... e eu a dele.

Wednesday, 10 July 2013

Coisas chatas do verão

As borbulhas por todo o lado, causadas pelas melgas, pelos mosquitos ou pelo calor, e que acabam por tornar-se em feridas, invariavelmente.


Tuesday, 9 July 2013

Coisas boas do verão


Os jantares lá fora, num terraço quase no topo de um prédio no Porto, parcamente iluminados pelas luzes noturnas da cidade.

Saturday, 6 July 2013

Dia de praia


Não sou pessoa de praia e, por sorte, o meu marido também não. Somos mais de piscina, no limite, mas apanhar sol e calor intensivamente não é uma atividade da nossa eleição. No entanto, ambos temos o problema de sermos tremendamente branquelas, pelo que morenar um bocadinho não nos faz nada mal.
Andava já há algum tempo a insistir para irmos à praia mas ainda não tinha sido possível. Foi hoje, mas por um triz.
Deixámos passar o pico de calor e fomos até à Madalena. Como era de esperar, não havia onde estacionar, mas o pior foi que o mar estava, por qualquer motivo, muito sujo e cheio de espuma. Avançámos até Miramar, já prestes a desistir e irmos sentar-nos numa esplanada a comer um gelado, quando descobrimos um cantinho onde foi possível tomar banho, apesar de a corrente estar tão forte que me atirou ao chão e me obrigou a trazer um grande pedaço de praia dentro do bikini.
Para acabar o dia em grande, seguiu-se um banhinho limpinho com água muito fresca e seguir-se-á uma mariscada a dois lá fora, a sentir o aroma do verão no nosso Porto.

Friday, 5 July 2013

37ºC

Nesta semana de dias quentes, toda a gente sentiu a necessidade de apontar o óbvio e, portanto, tirou efusivamente fotografias aos termómetros do carro, da criança e do telemóvel para mostrar a quem pudesse não se ter apercebido de tal fenómeno que está calor.
Sim, está calor. Muito e acima dos trinta graus.
Eu, que não ando de termómetro atrás para descobrir se está calor ou não, ando com a ventoinha atrás de mim para todo o lado não só porque faço alergia ao ar condicionado, mas também porque, sozinha, percebi que está calor. E muito.
Não se queixem, que o verão é curto e acaba rápido.

Thursday, 4 July 2013

Azarito


Andei os últimos cinco dias a ansiar pelo momento em que iria vestir o bikini e passar a tarde a apanhar sol no terraço. Pois que hoje besuntei-me em protetor solar, pousei a toalha no chão, deitei-me... e apercebi-me de que há trolhas a trabalhar no telhado do prédio em frente ao meu e que, deitada na toalha, fico completamente exposta aos olhos deles. Não há nada que consiga abrigar-me, sem se
r entrar novamente em casa e deixar o apanhar sol para outro dia. Quando as obras acabarem.

Tuesday, 25 September 2012

Perdidos e achados

E não é que o pobre do forro do bikini deu à costa, sujo e mal tratado, após uma data de tempo? Por coincidência foi ter à praia onde nunca ninguém costuma estar, mas onde toda a gente teve de estar naquele fim de semana a assistir ao campeonato.
Já andou a ser banhado em detergente da roupa e será, posteriormente, enviado à costureira na tentativa de salvar o dito do bikini. Vai ser uma operação complicada, mas eu acredito que tudo vai correr bem. É que não gosto mesmo nada de experimentar bikinis...

Sunday, 16 September 2012

Reencontros


O meu amor deixou-me, durante uma semana, para se passear na nossa cidade sem mim. Vá, para ser justa, não foi só passear, que ele é uma pessoa importante e foi orador numa conferência de grandes dimensões, mas o cerne da questão é que me deixou cá a lamuriar-me de saudades e a temer as duas mini viagens de avião que o esperavam. Para me distrair e ajudar o tempo a passar mais rápido adiantei prendas de Natal em tricot, não fiz wake porque me magoei a fazer tricot, fui ao cinema, dormi até tarde e escrevi que me fartei. E não custou assim tanto.
Mas bom bom bom foi quando acordei na sexta-feira a meio da manhã e me arranjei para ir buscá-lo ao aeroporto. Pelo caminho ia aos gritinhos dentro do carro, como uma pita histérica, que se intensificaram quando vi o avião dele a sobrevoar-me, mesmo à chegada ao aeroporto.
E o melhor de tudo foi voltar a abraçá-lo, a beijá-lo e a sentir-lhe o perfume que tanta falta me fez.

Friday, 7 September 2012

Acidente de percurso


Se há uns tempos, ir de férias significava uma longa temporada de wakeboard, este ano foi o regresso de férias que trouxe o regresso à minha adorada prancha cor-de-rosa. Depois de três semanas a dedicar-me apenas a caminhadas e ténis, era extremamente aliciante voltar a fazer algo ainda mais emocionante.
E foi, claro, especialmente na minha última volta, já depois de ter pensado em sair (coisa que deveria ter feito), em que, tal como já tinha feito uma data de vezes antes, fui à box (isto é uma box). E não, não faço nada de especial: subo, deslizo e desço com um mini-saltinho.
A questão desta vez é que caí para a direita e para evitar bater lá com a cara, não sei como, consegui defender-me com o braço. Uma queda muito violenta que podia ter-me obrigado a deixar uns quantos dentes presos ao lodo deixou-me apenas um bocado de musgo nas unhas e uma surpresa enorme por não me doer absolutamente nada (vá, só um bocadinho o braço que tinha corrido o risco de se partir).
Isso pensava eu... Quando cheguei a casa e tirei o bikini, que ia protegido por um colete bastante acolchoado, descobri que estava rasgado e que lhe faltava o enchimento de um dos lados (aquela coisa almofadada que impede que não se veja tudo à transparência). Tinha-o comprado na primavera deste ano, ficava-me bem e era super giro. Juro que preferi ter ficado com o braço ao ombro.
A parte mais estranha disto tudo é que há cerca de duas semanas sonhei com uma queda precisamente assim. Ok, acabava um bocadinho pior, com tendões rasgados e tal, mas ainda assim, qual é a probabilidade?

Wednesday, 5 September 2012

Malas


Estes primeiros dias de setembro passam sempre a correr. Teoricamente ainda estou de férias, mas já me fartei e trabalhar, de ir aqui e ali tratar de assuntos pendentes e hoje vai tudo repetir-se.
O que continua com ar de férias é a minha mala que, como sempre, está tal e qual como quando a pousei no chão do quarto. Tirando algumas peças de roupa interior e a bolsa da bijuteria, está lá dentro um mar de roupa (só a lavada, que o resto já foi para a máquina) que me vai dar algum trabalho e roubar bastante tempo a arrumar.
Acho que só quando vim de Londres é que arrumei a mala no próprio dia. Por norma, deixo-a enrijecer algum tempo, só para me ir oferecendo um cheirinho do que resta das férias.
Não sou desarrumada nem preguiçosa: só saudosista.

Monday, 3 September 2012

Ir e voltar


Desde que regressei já passei sobre o Douro, já revi alguns amigos, já dormi na minha caminha que tanta falta me fez, já tomei banho na minha casa de banho privada, já meti louça na máquina em vez de ter de lavá-la à mão, já vi alguns episódios em atraso, já fui às compras e já cozinhei um jantar.
Sabe bem ir de férias, mas sabe muito bem voltar a casa.

Eu disse que voltava

Se no ano passado passei um mês a cirandar por entre cidades e desertos norte-americanos, este ano (a crise, o casamento... vocês sabem) decidi passar três semanas intensivas a estudar Espanha: Cáceres, Sevilha, Córdova, Jávea, Valência, Madrid e Toledo. Eu já era uma apaixonada acérrima da nossa pequena península, pelo que a ideia me pareceu encantadora, para além de que havia algumas cidades, como Sevilha, que nunca tivera o prazer de visitar.
Entrada de Cáceres
Entrei e saí de museus, mesquitas, catedrais, alcázares e igrejas, atravessei pontes, perdi-me por ruelas não assinaladas no mapa, descansei em cafés pitorescos e torrei dez dias ao sol em frente a um mar límpido (tirando no dia em que uma criança porcalhota decidiu que a água salgada pública era o sítio ideal para defecar) e constatei com toda a certeza o que concluíra no ano passado: não desfazendo a beleza de algumas das paisagens americanas, as cidades europeias dão quinze a zero às deles. Sem ser preciso avaliar muito.
A cereja no topo do bolo foi que andava há anos a querer ir a Sevilha. Não havia grandes razões para isso: simplesmente queria, tal como ainda quero ir a Florença e a Génova e tal como quis ir a Copenhaga. Talvez o som dos nomes ajude, aliado à ideia que faço dessas cidades pelo que fui vendo em fotografias. A verdade é que toda a gente me dizia que não valia a pena, que Sevilha era uma cidade horrível, sem piada. Barcelona é muito mais giro.

Alcázar de Sevilla

Sevilla

Pois, claro. A seguir a Paris, nunca estive numa cidade tão bonita, tão encantadora, tão perfeitamente construída para todos os gostos. Os edifícios estão numa harmonia exata com as ruas, as praças enormes e com jardins conferem um ambiente romântico à cidade e embora o calor fosse um tudo-nada excessivo, tenho a certeza de que podia viver ali sem qualquer dificuldade.
E sabem que mais? Se pudesse escolher um outro país vizinho, escolhia os espanhóis.
Adiós, Sevilla

Saturday, 11 August 2012

Hasta pronto!


Vou dar uma volta não até ao bilhar grande, mas até ao território nosso vizinho e caríssimo amigo.
Voltarei quando estiver cansada ou quando tiver mesmo de ser.

Saturday, 4 August 2012

Leitura record


Normalmente, eu, que adoro ler, demoro vários meses a ler um só livro, fruto não só do sono precoce que me ataca mal me deito na cama, mas também da minha forte capacidade de distração ao mais leve estímulo, o que faz com que muitas vezes tenha de voltar um parágrafo inteiro atrás, porque quando o li da primeira vez estava a pensar na morte da bezerra.
No entanto, estou sempre, sem exceção, a ler um livro. Às vezes dois.
Há uns meses, quando o meu namorado estava no hospital e eu lá passava os dias, li o segundo livro da saga Millenium em três ou quatro dias. Um calhamaço enorme, como eu gosto. E fiquei surpreendida comigo.
Esta semana li, no mesmo período de tempo record, um livro igualmente recheado de páginas. Um registo muito diferente (romance tipicamente de verão, daqueles que se lêem na praia sem dificuldade), mas bastante interessante: Cruel abandono, de Penny Vincenzi.
O facto de estar de férias também ajuda, claro, mas espero que este fenómeno não seja um caso isolado.

Wednesday, 1 August 2012

Férias


Eu já estou de férias há algum tempo, mas consegui convencer o meu amor a meter férias a partir de hoje e ele, sem dar muita luta, deixou-se convencer.
Agora é esperar que o tempo esteja a nosso favor, para que o possa levar àquela praia maravilhosa que acabei de descobrir, para que possamos ir jogar ténis mais algumas vezes antes de irmos embora e para que possamos ir passear à beira-rio, como gostamos, sem preocupações.

Sunday, 22 July 2012

Vidinha boa


Entre praia e wakeboard, esta semana passou-se inteiramente ao sol. E eu, que tenho um marcador da intensidade de bronze no pulso (uma daquelas pulseiras do Senhor do Bonfim bem velhinha), afasto-a para o lado e mal consigo acreditar no quão branca sou e no quão morena consegui ficar em cinco dias.
Como ainda tenho um mês inteiro de férias à minha espera, tenho a esperança de voltar com cor de gente.

Tuesday, 17 July 2012

Sabe tão bem...


...Depois de um dia de praia (com o primeiro banho no mar) jantar a ouvir a Smooth fm com o corpo e o cabelo acabados de lavar.

Monday, 2 July 2012

Os abraços indesejáveis do Morfeu


Ando a morrer de sono há uma semana e não sei porquê. O que sei é que o trabalho anda a um ritmo mais lento, por isso, enquanto espero que anime, dou por mim quase a dar com a testa na mesa, de tanto sono que tenho.
Se estivesse um calor abrasador era compreensível. Não estando, deduzo que se deva à minha subitamente muito ativa vida social.
Podia ser por razões piores.

Tuesday, 26 June 2012

Termostatos


Quando os meses avançam, o verão se aproxima e o calor se intensifica, gosto de sentir o calor, de andar de manga curta e de pernas à mostra e de ter nitidamente a noção do aumento das temperaturas.
Quando ainda estamos no inverno ou já vamos na primavera e chega, como prenda de Natal ou de Páscoa, uma onda de calor para nos abraçar e lembrar que o verão está aí não tarda, adoro sentir-me ridícula por não pôr meias nem casaco por cima das roupas menos grossas.
Mas esses pequenos prazeres raramente nos são permitidos porque os responsáveis pelos vários estabelecimentos têm uma lógica da batata do género de "se lá fora está quente, então cá dentro já podemos fingir que vivemos no pino do inverno, numa qualquer aldeia do Pólo Norte" e uma pessoa sente-se na obrigação de andar com blusão só para ir ao centro comercial.
Por isso ontem, que passei o dia a trabalhar sozinha, deixei a porta aberta para a rua, para ver se o escritório aquecia um bocadinho. E soube-me bem, bem.