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Sunday, 26 October 2014

Paraíso



Paraíso é num sábado de fim de outubro querer almoçar à beira-mar ou rio, ter muito por onde escolher e optar por uma esplanada numa das praias de Gaia. No final de almoço, descer até ao areal e caminhar com os pés enfiados no mar, mais quente do que em muitos dias de verão, e resmungar por não ter levado biquíni nem toalha.
Paraíso é estarmos no outono e ser novamente verão.
Paraíso é ser outono e, mesmo se estiver tempo de outono, haver sítios assim para passear.
Paraíso é viver no Porto.

Wednesday, 27 August 2014

Um dia hei de lá voltar


Devemos sempre voltar aos sítios onde fomos felizes, de preferência com uma outra boa companhia e com um novo espírito, para podermos ter uma perspetiva renovadora. Para conseguirmos perceber que mais não são do que lugares onde algo aconteceu, mas onde algo mais pode até acontecer.
O coração dispara, o estômago embrulha-se, a garganta fecha-se e impede-nos de respirar. Mas na segunda vez já dói um bocadinho menos. Na terceira menos ainda e vai chegar um dia em que temos noção de que, apenas porque foi bom, não é perpétuo. E só se não excluirmos esses sítios do nosso dia a dia é que podemos voltar a viver neles momentos felizes, sem termos de preocupar-nos com a sua efemeridade.







Wednesday, 23 July 2014

Porto


Tenho a mania de que não gosto de Francesinhas (na verdade só não gosto das carnes estranhas e picantes que metem lá para o meio), não como cachorros quentes pela mesma razão e não sou muito corajosa na parte de entrar no mar. Cada vez gosto mais do que há para sul do Porto e já vivi em duas cidades europeias onde as pessoas são muito mais desinibidas no que diz respeito a abordarem desconhecidos na rua só porque sim, para meter conversa.
Já achei que no Porto não havia nada para fazer, que já conhecia tudo o que por cá há e que precisava de mudar de ares.
Na verdade, o Porto é uma das cidades mais maravilhosas por onde já passeei e, se me der ao trabalho de sair das habituais zonas de conforto, abro os olhos para coisas novas, constantemente.

Tuesday, 22 July 2014

Estar em casa / Being at home

Peguei no carro, abri as janelas, pus algumas das músicas de que mais gosto a dar e conduzi pela marginal desde Massarelos até Matosinhos, sem objetivo nenhum, apenas o de ver o rio, o mar e o nevoeiro. E concluí, uma vez mais, que o mundo lá fora pode ter coisas maravilhosas, pode ter edifícios emblemáticos, línguas encantadoras e pessoas incríveis, mas é da beleza do Porto de que mais gosto e é com ela que me sinto em casa.



I entered my car, opened the windows, played some of my favourite songs on the radio and drove along the marginal way from Massarelos to Matosinhos, with no destination, only wanting to see the river, the sea and the fog. And, once more, I concluded that the world out there can have wonderfull things to see, can have fantastic buldings, charming languages and awesome people, but Porto's beauty is the one I like the most and  only when I am surrounded by it, I feel I am at home.

Friday, 18 April 2014

Turista na cidade / Tourist in my city



 Durante muito tempo, os meus dias passaram por Gaia, o que implicou que quase todos os dias passasse pelo menos duas vezes por cima do rio. E em praticamente todas essas viagens eu prometia a mim mesma que um dia sairia na estação anterior e faria o caminho até à seguinte a pé, parando a meio para tirar fotografias ao rio, à Ribeira e à marginal de Gaia.
A minha vida deixou de passar por Gaia e agora cinjo-me, sem qualquer problema, ao Porto. Todos os dias vejo as ruas, as casas, as árvores e os estabelecimentos deste lado, sem queixas, sem pesar. Mas nem sempre vejo o rio.
Agora que ando numa fase de despedida, convenci-me de que não fazia sentido ir-me embora e deixar aquela promessa por cumprir. Foi assim que numa tarde de feriado pousei, finalmente, os pés em cima da ponte D. Luiz, a meio caminho entre as duas cidades, por cima do rio.



Monday, 7 April 2014

Porto - Londres / Porto - London




Partir é bom, regressar é melhor ainda. Faria todo o sentido se não tivesse o coração dividido em dois: parte dele é portuense, a outra parte é londrina. Esta última foi a que deixei, a que vi ficar, com um aperto na garganta de lágrimas mal disfarçadas à janela do autocarro que me levou para o aeroporto. Mas regressar assim é menos complicado quando se tem a irmã à espera com um jantar acolhedor e muitos mimos. Não resolve tudo, mas ajuda.
Hoje foi o primeiro dia de uma nova etapa que já começou, de facto, há uns meses. De manhã, nada previa que corresse bem: quando acordei tinha o cilindro desligado, apesar de tê-lo mandado aquecer água com muita antecedência, e o cabelo por lavar, o que requereu literalmente bastante ginástica para conseguir sair de casa como se nada de estranho tivesse acontecido; para acabar em grande, percorrer as ruas de Londres como se fosse incansável deixou-me uma dor no pé que, gentilmente, achou que o melhor momento para ceder era precisamente ao descer as escadas da empresa, em frente a um aglomerado de trolhas, perante o qual me estatelei desgraçadamente.
Ainda assim, cheguei a casa feliz, porque dois dos meus medos eram infundados. E as perspetivas fazem-me, agora, sorrir.

Saturday, 15 February 2014

Auto-companhia / Self-company

Esteve um princípio de tarde daqueles fantásticos, de sol e frio, tão de sábado de inverno, como eu gosto. Acordei cedo, um pouco mais do que o que queria, para nada, mas acabei por fazer valer o despertar antecipado com algumas compras de roupas, já que tenho o roupeiro vazio e cheio de cabides à espera de serem cobertos.
Fiquei com vontade de ir passear para junto da praia, enrolada numa écharpe quente e deixar-me conduzir pelo vento. Beber uma bebida quente ou fria, não importa, deixar o sol incomodar-me os olhos, sentir o cheiro a mar e planear o futuro. À falta de companhia para tal vim para casa onde estou sentada no sofá posicionado estrategicamente na diagonal das duas janelas, por onde entra o sol já não tão forte, a ouvir música tão alto que poderia fazer-me recear incomodar os vizinhos, se me dedicasse a sentimentos tão responsáveis.
Descobri há uns anos que gosto de passar horas comigo mesma, ouvir as minhas conversas incoerentes e rejubilar com pouco. Neste momento, a minha casa invadida pelo sol é o único sítio onde me apetece estar.

Saturday, 25 January 2014

Casinha / Home outside

Tenho uma amiga migrante em Lisboa que vem cá todos os fins de semana e outra que emigrou ontem para o país de onde tinha imigrado há vinte anos. Encontrámo-nos, um pouco por acaso, no sábado passado para matar saudades e fazermos uma pequena despedida.
Não estava um dia especialmente bonito, até porque a chuva decidiu não dar tréguas, mas surgiu-me logo a ideia da Casinha (andava há já algum tempo com vontade de provar as bolachas XL cheias de bom aspeto de lá). Há algo ali que me faz sentir bem, não sei se o aroma das bebidas e dos doces misturados, se a decoração muito minimalista em tons de branco, mas a verdade é que é um dos poucos sítios onde me sabe bem sentar e ir ficando, até olhar para o relógio e decidir que não dá mesmo para adiar a partida.
Já começava a superar a perda da Boulangerie de Paris e agora acho que, finalmente, voltei a encontrar uma sala de estar fora de casa.



I have a migrant friend living and Lisbon, who comes to Porto every weekend, and another one who just emigrated to the country she left twenty years ago. So, last Saturday, we met a little bit by chance to get back together and to say a short goodbye (no one likes farewells very much).
It wans't a very nice day, specially since the rain was pouring down, but I came up with the idea of Casinha (I had been craving their extra large and deliciously looking cookies). Something in that place makes me feel good, maybe the flavour of the drinks and the pastries, maybe the minimalist decor in tones of white. I just know it is a place where I like to sit down, relax, and just let time pass until I look at the time and decide I really have to go.
I finnaly have a living room outside home.


Saturday, 14 December 2013

Sábado de manhã


O Porto é um dia de sábado de manhã com sol, em que se sai da cama diretamente para rua onde se tira o casaco porque, apesar de estarmos quase no inverno, está um calor atípico não abafado mas fresco. Passa-se pelo vendedor de castanhas, pelas lojas tradicionais abertas, pelos cafés fumegantes de aromas a um beijo doce e pelos edifícios novos e velhos que se misturam indiferentes à diferença de gerações.
O Porto não é uma cidade emblemática. Não deve haver ninguém que afirme não querer morrer sem ver a Câmara do Porto e a Avenida dos Aliados, sem passar na Rotunda da Boavista ou sem se debruçar sobre uma das pontes para ver o rio e as duas cidades. Não, o Porto é uma cidade carismática, com a sua idade avançada, orgulhoso de uma vida rica de passagens, de estadias, de descobertas e de vitórias. É uma cidade cansada e vibrante, luzidia e a preto e branco, cheia de sol e de sombras. É uma cidade de festa, de reencontros, de tradições.
O Porto pode não ser o rosto que recebe as novidades, os artistas famosos, as cadeias de cafés, de restaurantes ou de lojas de renome, porque prefere os recantos atípicos e acolhedores onde se entra e de onde não apetece mais sair, como a Casinha Boutique Café, uma outra dimensão de conforto sinestésico no meio da azáfama de carros, autocarros, pessoas e comércio. Um dos locais perfeitos para se passar uma manhã de sábado no Porto.

Monday, 21 October 2013

Porto stock fair

Este ano não houve feira do livro no Porto, mas não interessa, ninguém quis saber: já houve uma data delas e mais uma data haverá ainda, para compensar e ninguém ficar a perder. Até dia 27, domingo, o Palácio de Cristal volta a acolher um encontro literário com grandes descontos, quanto mais não seja para inspirar novas leituras.
Eu vou, até porque há alguns autores que pairam na minha cabeça já há algum tempo e não os quero deixar escapar.

Ou carne ou peixe


Quando era mais nova, como qualquer criança que se preze, não apreciava peixe. Penso que nem sequer os douradinhos e tenho a certeza de que muito menos os filetes de pescada me convenciam. Com a idade veio a sabedoria de conseguir apreciar o que é realmente bom, para além de doces e fritos, e não digo que não a um peixinho grelhado. Aliás, se me visse obrigada escolher uma só refeição para comer o resto da vida, ia ser muito difícil decidir-me entre o pato assado com molho de laranja ou uma posta de salmão com sal e limão.
Farta de francesinhas e de comidas pesadas, no sábado deu-me uma saudade do verão, das refeições peixeiras em Peniche e em Sesimbra à beira-mar, com o aroma intenso da água salgada. Assim, para agradar a quatro gostos, rumámos ao Diu, um restaurante caseiro junto à igreja de Cedofeita. No andar de cima, para não ver mais gente do que a que queria pagar para ver, num ambiente ao qual só retiraria a televisão ligada, comi uma senhora dose de peixe espada grelhado, acompanhado com uma montanha de legumes, entre salada mista e feijão verde com alho.
Não tendo sido o melhor peixe que comi na vida (era sábado à noite, no centro do Porto), fiquei fã. E já sei aonde me dirigir quando a saudade marítima me bater à porta.

Sunday, 11 August 2013

Bagel à beira-rio


Há dois anos andava a rever algumas temporadas de O.C., onde os bagels faziam sempre parte do pequeno-almoço. Lembro-me que havia uma família que tinha uma máquina inútil para cortá-los a meio. Fiquei, assim, com vontade de experimentar aquilo que era vendido como a última maravilha do mundo.
Por isso mesmo, quando aterrei em Nova Iorque imbuí-me do meu espírito americano e decidi experimentar um bagel genuíno, daqueles vendidos em roulotes no meio da rua, barrados com queijo creme.
Não fiquei fã. Parecia um pão mau com um buraco no meio.
Ainda experimentei mais um ou dois, mas achei sempre um falhanço da gastronomia.
Em Miragaia, a caminho da Ribeira, abriu este ano o Porto Bagel Café, cujo ar condicionado ofereceu um agradável refúgio ao calor de ontem. O design colorido do café com duas salas onde estão disponíveis revistas e livros para leitura livre é deliciosamente apelativo, pelo que passei uma parte da tarde sentada num sofá às riscas a comer um bagel torrado com manteiga e outro com compota de frutos vermelhos. Voltei a não ficar fã - é mesmo um mal geral - mas o café vende muito mais do que isso e é uma boa sala de estar para quem gosta de passear junto ao rio e quer refrescar-se no verão ou aquecer-se no inverno.

Friday, 14 June 2013

Verde, amarelo, vermelho

A Rotunda da Boavista está, desde o início da semana, com os semáforos intermitentes para os carros e para os peões e nunca vi um sítio que normalmente é tão caótico e congestionado a fluir tão fácil e silenciosamente.
Por saberem o eventual perigo que os espera, os condutores avançam com muito mais cuidado, não se atiram só porque têm prioridade e deixam passar quem atravessa, tudo isto sem qualquer buzinadela. É uma experiência interessante de observar e de viver. Parece que se está numa outra dimensão, num anúncio criado e manipulado para atrair potenciais turistas.
De facto, já há uns tempos tinha lido um artigo sobre uma cidade onde se implementou este tipo de trânsito, mas achei que tinha tudo para se tornar numa anarquia. E, possivelmente, se isto se prolongar por muito mais tempo e deixar de ser uma novidade, até pode ser que venha a ser isso mesmo: uma balbúrdia pegada onde o facilitismo começa a dar lugar a vários acidentes. Mas para já deviam mantê-la assim. Em compensação, aproveitavam a poupança de eletricidade e punham semáforos na Rotunda AEP. Essa sim, ganhava imenso com uma inovação destas.

Wednesday, 13 February 2013

Shake shake and shake it

A janela estalou ligeiramente, como sempre faz quando há diferenças de temperatura.
O sofá abanou ligeiramente. Mandei o meu irmão parar, mas ele resmungou que não estava a fazer nada. Não acreditei, porque logo a seguir deixou de abanar.
Abri o facebook e descobri que tinha sido um ligeiríssimo tremor de terra.
Nunca tinha sentido nada assim.

Sunday, 27 January 2013

Viver o Porto (4)

Rua da Galeria de Paris (dia)
Na Baixa do Porto vai havendo cada vez mais bares constituídos pela zona do bar propriamente dito, e uma outra zona, mais resguardada, dedicada a música e dança, tipo discoteca. Embora sejam espaços relativamente pequenos e onde se pode fumar, são uma ótima opção para gente como eu, cuja ideia de diversão não é andar pela rua dos Clérigos para cima e para baixo com um copo na mão, à espera de encontrar gente conhecida para que a noite valha a pena.
Ontem dividimo-nos entre o Gin Club e o Rádio, numa noite que evocou os tempos idos no Tomate, há dez anos atrás, com um copo de vodka limão que durava a noite toda e um grupo pequeno de gente que se mantinha o mesmo até os pais ou os táxis chegarem.
Músicas dos anos 70, 80 e 90, lasers, uma bola de espelhos, videoclips e boa disposição, mesmo que o caminho de regresso tenha sido feito a pé, debaixo de uma chuvinha irritante, foram os ingredientes para o sucesso.
The Gin Club

Radio Bar

Tuesday, 22 January 2013

Quanta alegria...

Sair do trabalho ainda de dia!


Embora esteja já mesmo mesmo a fugir e a luz só dure mais uns dois minutos.

Friday, 16 November 2012

O que conta é a intenção


Não há como ficar indiferente à manobra publicitária que hoje alia o jornal Metro a uma marca de champôs. Entendo a ideia de perfumar as ruas, as estações de metro e as pessoas com o aroma a pêssego artificial. Mas passar o dia a snifar doce desde que, logo pela manhã, pus os pés fora de casa, é coisa para me dar a volta ao estômago.

Thursday, 15 November 2012

Quem sou eu?


Sou a pessoa mais preguiçosa que conheço e deixo tudo o que puder fazer amanhã para daqui a dois meses. Faço tudo à última da hora, adio planos porque não me apetece fazer nada, deixo acumular roupa em cima da cadeira porque me custa muito arrumá-la e, sempre que posso, vou de elevador ou de escadas rolantes.
Mas ultimamente coisas estranhas têm acontecido e tenho-me tornado impaciente, por isso não consigo esperar que a escada rolante me leve até ao meu destino, pelo que vou escalando a montanha elétrica até chegar lá pelo meu próprio pé, por exemplo. Também podia falar-vos do facto de costumar apanhar um autocarro desde a estação de metro até quase à porta de minha casa, mas essa brincadeira já não me passar pela cabeça há mais de um mês. Contudo, o que preciso mesmo de partilhar é a minha perplexidade face à minha decisão anti-preguiça de ontem. Vinha eu embora do trabalho quando o painel da estação me avisa que o próximo metro demora 28 minutos a chegar. Tinha duas opções: sentar-me num banquinho ali mesmo a chamar por mim e dedicar meia hora extra à leitura, ou ir indo a pé. Como o raio da estação é ventoso que se farta e lá em cima, no mundo livre, estava um solzinho maravilhoso, fui descendo a avenida a pé, de livro fechado dentro da carteira, mas a apanhar uma valente dose de vitamina D.
Se o tempo do percurso até à estação do transbordo não fosse superior ao tempo de espera do metro, tinha continuado sempre a andar.
Algures neste último ano tornei-me numa outra pessoa e isso deixa-me levemente assustada.

Tuesday, 30 October 2012

Viver o Porto (3)


Todos os dias faço, pelo menos duas vezes, a travessia de uma ponte sobre o Douro. Há dias em que o faço quatro vezes e há, ainda, outros dias em que passo sobre duas pontes. Vou o caminho todo a ler, mas nessas alturas tiro, momentaneamente, os olhos das páginas recheadas e aprecio uma das paisagens mais bonitas por que já tive o privilégio de passar.
De cada vez penso, também, que um dia tenho de sair do metro na estação anterior e atravessar a ponte a pé para aproveitar e sentir a aragem fresca enquanto tiro algumas fotografias, como há sempre muita gente a fazer, quer chova quer esteja sol. Mas, até agora, ainda não passei à ação.
Gosto do Porto. Gosto muito do Porto. E embora precise de sair daqui temporariamente, de experimentar, novamente, a vida lá fora, vou ter saudades disto aqui. É que gosto mesmo muito do Porto.

Monday, 22 October 2012

Viver o Porto (2)


Continuando na onda de ensinar o Porto ao Sven, fomos ver o pôr do sol de ontem ao bar do hotel Yeatman, em Gaia, enquanto saboreávamos um Viennese Coffee e víamos as luzes da ponte D. Luís, da Serra do Pilar e das casas na Ribeira a acenderem-se. Dos melhores prazeres da vida.