Na semana passada fui renovar o passaporte, que me levou a percorrer uma pequena parte do mundo. Fui buscá-lo no dia em que passei no exame de condução e em que, horas mais tarde, me meti num avião rumo ao aeroporto de Orly, para começar o meu ano de Erasmus: 27 de setembro de 2007.
Enquanto esperava por que me chamassem, corri mentalmente as várias cidades por onde passei com ele na mão. A primeira paragem com partida de Paris foi Bucareste, aonde fui com uma amiga que tinha conhecido um mês antes. Senti-me rainha, adorei e detestei a cidade. Prometi que lá voltarei com o meu amor assim que puder.
Depois do Natal, peguei no passaporte, nessa amiga e em mais duas e fomos a Viena, a Bratislava e a Praga, numa saga feminina por países de línguas estranhas. Adorei Viena, quero lá voltar também, viver o conto de fadas que é a cidade, revestida de cor de rosa, de palácios e de histórias de sonho.
Só voltei a pegar-lhe dois anos mais tarde, quando fui aos Estados Unidos. A minha vida mudou entretanto, conheci o meu amor, comecei a namorar com ele, conheci os pais dele, fui viver com ele e fomos de férias os quatro, durante um mês a percorrer uma parte da América: Nova Iorque, S. Francisco, Los Angeles, Las Vegas, Grand Canyon, Bryce Canyon, Canyonlands, Rocky Mountains e Denver.
Entretanto casei, o meu passaporte caducou e a minha vida exigiu-me que o renovasse. Vou usá-lo pela primeira vez daqui a menos de duas semanas, quando for a Londres passar quatro dias a matar saudades e, espero, vou pedir que o carimbem, para ter esta fase toda registada, tal como tive a anterior.




















