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Friday, 13 June 2014

Superstições idiotas / Crazy superstitions

Não sou uma supersticiosa normal: não tenho problemas em passar por baixo de uma escada (acho que o resultado está à vista...), em abrir um guarda-chuva dentro de casa, em começar qualquer coisa com o pé/mão esquerdo/a... No entanto, há algumas manias que me passam pela cabeça em tempos de stress. A melhor parte é que quando esses tempos passam, posso rir-me da minha própria figura.
Há uns anos, quando estava a acabar o secundário, coincidia a minha mãe ter de estar em Braga nos dias em que tinha aulas de História. Numa dessas vezes fiz um teste e tive negativa. No teste seguinte, por um acaso qualquer, não houve Braga e eu trouxe para casa um 16. A partir daí pedi-lhe que não fosse a Braga nos dias em que tinha teste de História, e resultou, já que acabei o secundário com 18 no exame nacional...

Uma das manias que tenho já há imenso tempo e que não me parece que tenha acabado é a de fazer testes/exames/seja o que for com a caneta com que estudei. Funciona... quando funciona. Na verdade, a caneta não absorve conhecimento nenhum...

A melhor de todas, a que mais me diverte, foi uma ideia peregrina que tive (quando ainda era uma criança) numa das muitas vezes em que almoçávamos frango e eu comia uma coxa e a minha irmã uma asa. Foi assim durante anos, até que pensei que a pessoa mais provável de alguma vez vir a voar era a minha irmã. A única que comia asas. A partir daí e até decidir que, de facto, não gostava de asas mas sim de coxas e que esta ideia não fazia sentido nenhum... comi sempre asa. A minha irmã nunca voou. E eu também não.

Sunday, 29 December 2013

Coisas que só me acontecem a mim - mas que não deviam (em constante atualização)




  • Baixar o braço com a graciosidade que me é característica e embater brutalmente com o cotovelo no vértice de uma gaveta aberta. O buraco sangrou pouquinho, mas o suficiente para manchar a roupa.

  • Descascar abóbora e cortar-me não na faca mas... na própria da abóbora.

  • Levar um murro na testa porque o meu marido se espreguiçou sem saber que eu estava atrás (na diagonal) dele.


  • Achar boa ideia usar a máquina depiladora para tirar os pêlos que unem uma sobrancelha à outra, por cima do nariz. E ficar queimada, como era de esperar, durante algumas semanas.

  • Pegar na raquete e na bola, no ténis, para fazer um serviço e apanhar com a bola direitinha na testa. Tal como acontece às crianças quando começam a aprender a jogar com raquetes.

  • Estar a andar no passeio e fechar os olhos enquanto contava três passos vezes três, para que algo que queria muito que acontecesse de facto acontecesse. Abri-los de repente ao sentir a mão arranhar-se impiedosamente no muro rugoso à minha direita, com duas filas de carros parados à minha esquerda. Não sou supersticiosa. Só tenho muito más ideias sangrentas.

  • Falar ao telefone enquanto caminhava e olhava para o lado (armada em super mulher multi-tasker) e embater com as partes baixas contra um pilarete no meio de uma rua cheia de gente. Doeu, foi humilhante, mas foi sobretudo hilariante. Para quem viu e para mim.

Friday, 18 October 2013

Fosso de gerações


As gerações mais antigas, aquelas que têm agora entre os quarenta e os sessenta anos, gostam de empenhar o seu tempo a maldizer as gerações mais novas, desprovidas de educação e de formação, únicas responsáveis por todo o mal deste mundo.
Eu sou um membro de uma destas gerações mais recentes, destas que estão algures no meio da cronologia, sobre as quais recaem as críticas sábias dos mais velhos. Também eu sou testemunha de que num cruzamento entre novos e velhos, só os segundos se dirigem a mim não com simpatia, mas com comentários lascivos de fazer envergonhar qualquer pessoa que os ouça. Não tenho o hábito de responder. Em vez disso, olho para baixo ou para o lado e finjo que não ouço.
No entanto, há uns dias, ao chegar à passadeira cruzei-me com um senhor dos seus sessenta anos, com bom aspeto, que me falou:
- Olá, Maria.
Fiquei surpreendida, mas segui, até que voltei a ouvi-lo:
- Estás boa?
Só isto não tem problema quase nenhum, aparte tratar uma pessoa que não conhece de lado nenhum por tu. Mas foi o tom de voz, o mesmo dos trolhas que babam mal educadamente à porta de um café pelas raparigas que passam, desde que tenham rabo e pernas.
Virei-me para trás e perguntei-lhe:
- Isso era para mim? Conhece-me?
E o ar encavacado dele, apanhado e confrontado, deixou-me perceber que talvez as antigas gerações tenham ainda muito a aprender com as que tanto desdenham.

Tuesday, 17 September 2013

5 minutos de fama

Nas minhas simpáticas férias, enquanto passeava o meu corpinho muito pouco bronzeado junto à praia de Cascais, fui barrada, mais do que uma vez, por um aparato imenso de câmaras, gente estranhamente vestida e penteada para estar na praia, uma senhora muito stressada e um segurança barrigudo. Numa dessas ocasiões, o meu marido sugeriu, com a perspicácia que o caracteriza: 
- Grita aí "corta, corta, repete!"
E eu, que acho piada a tudo o que aquele homem diz, ri-me, no momento em que se aproximavam o rapazinho saído diretamente do Disney Kids e uma qualquer vilã chique com um forçado ar de mau. De repente tinha uma imensidão de caras zangadas a olhar para mim, como se eu achasse que estava, por exemplo, na praia, onde podia rir à vontade... Ah, espera! Mas estava mesmo. E não é como se me tivessem pedido por favor para aguardar debaixo da torreira do sol, em silêncio, enquanto eles gravavam a novela. Pelo contrário, ali a conduta foi gritar com ar carrancudo que ninguém os deixa trabalhar, impedir a passagem sem por favor nem obrigada e, de tempos a tempos, ouvir a mulher stressada a barafustar com os turistas e a ralhar "rir aqui é que não!"
Tive ali uma boa oportunidade para tornar o meu riso famoso, mas tenho uma forte suspeita de que voltaram a gravar aquela cena.

Friday, 21 June 2013

Noroeste e os nomes bizarros


Esta tendência de os pais famosos terem a mania de serem criativos com os nomes da descendência vai ser uma das grandes razões da delinquência juvenil, quando os bebezinhos fofinhos de colo chegarem à escola e forem enxovalhados por toda a gente devido ao nome que lhes calhou na sorte. Já estava na altura de se reformularem as regras da imaginação parental e limitar as escolhas e combinações de nomes possíveis a dar aos recém-nascidos.
Qual é o problema dos tradicionais Maria, Catarina, Pedro ou Tomás? Querem mais rebuscadinho? Rodrigo, Matilde, Tomé ou Beatriz. Na loucura, Carlota ou Martim.
Daqui a uns anos vamos ter as pobres das Leyonces e North Wests deste mundo a desejarem chamar-se algo tão simples como Ana e Amy, só para terem o prazer de terem algo de normal nas suas vidas. Mas não, ficam presas à mãe e ao pai que têm, mais ao nome que, em conjunto, por unanimidade, as duas cabecinhas escolheram.

Wednesday, 29 May 2013

Bizarrices no percurso casa-trabalho-casa


Certamente haverá algo em mim que atrai todo o género de pessoas e de situações, pelo que não há uma só semana em que saia de casa e chegue a casa ao final do dia sem que qualquer coisa de estranho tenha acontecido, como um acidente, uma conversa bizarra ou uma abordagem interessante.
Antes de mais é preciso ter em conta que eu sou uma versão humana da Bela, porque estou sempre a ler, mesmo enquanto subo as escadas rolantes e, normalmente, paro no passeio durante o tempo que for necessário até acabar de ler o parágrafo em que estou, para não me perder quando voltar a abrir o livro.
Acontece que mesmo assim não há nada que impeça uma variedade incrível de pessoas de me pedir informações relativas ao funcionamento intermodal. Ainda ontem uma senhora chamou-me porque queria saber como carregar o andante com uma viagem. Expliquei-lhe. No final queixou-se de que as moedas não entravam, o que faço? E ficou mesmo à espera que eu, uma mera utilizadora da rede de metro, fizesse magia e corrigisse o que estava mal. Sugeri-lhe que chamasse alguém e fui embora.
Mas não foi a primeira nem segunda nem sequer décima vez que tal me aconteceu.
Uma vez tive o prazer de ser o alvo dos resmungos de um senhor porque tinha comprado duas viagens para pessoas diferentes no mesmo andante e aquilo só dava um bilhete. Expliquei-lhe que cada pessoa tinha de ter um bilhete e ele passou-se, dizendo que não fazia sentido nenhum e que devia estar indicado em qualquer lado.
Outra vez uma senhora perguntou-me em que estação deveria sair. Expliquei-lhe duas ou três vezes como chegar ao destino dela e voltei para o meu livro. Entrei no metro e ela sentou-se ao meu lado a repetir a lenga-lenga do percurso. Entrou uma senhora para o banco do lado e a primeira perguntou-lhe onde ia sair para poder saber como fazer. Achei que o meu tempo gasto a explicar-lhe algo tão complicado tinha sido mesmo muito bem empregue.
Há umas semanas estava a sair do trabalho, apressada para apanhar o metro, e uma senhora perguntou-me onde podia apanhar a carrinha que ia para uma-terra-de-cujo-nome-nunca-tinha-ouvido-falar. Disse-lhe que não fazia a mínima ideia e fiz menção de continuar a andar. Ela voltou à carga com um não será aquela ali em cima? Respondi-lhe que era possível, mas que não fazia ideia e pus-me a andar.
Talvez o meu problema seja ter um ar simpático, que faz com que toda a gente chatinha ache que sou a melhor opção para uns dedos de conversa no mundo monótono do trabalho.

Monday, 26 November 2012

Telemarketing

Ando a ser atormentada por telefonemas do Barclaycard há quase dois anos. Já rejeitei algumas chamadas e já atendi outras dizendo que não estava interessada. Mas porquê?, perguntaram-me do outro lado. Com certeza que concorda que a nossa campanha é vantajosa... Respondi que não sabia e insisti em que não estava interessada.
Uns meses depois voltaram a ligar com a mesma conversa da treta. Respondi o mesmo, voltaram a ligar. Rejeitei chamada atrás de chamada até que finalmente atendi e pedi à senhora que parasse de me telefonar, que já estava farta da publicidade agressiva deles e que não estava nem nunca iria estar interessada num cartão de crédito do Barclaycard. Mas eu nunca tinha ligado para este número. É a primeira vez que ligo, responderam-me do outro lado. Retorqui que não era verdade e que já tinha recebido uma data de chamadas deles. Mas isso não fui eu. O que os meus colegas sabem não é comigo, foi a resposta da senhora muito bem formada.
Um par de meses depois, a história voltou a repetir-se. Já lá vai meio ano. Há alturas em que me ligam todos os dias três e quatro vezes seguidas. Já rejeitei chamadas, já atendi chamadas e não falei, já atendi chamadas e deixei-os a ouvir a sucessão das paragens do autocarro em que ia, voltei a rejeitar chamadas e eles continuam a ligar.
Não sei que raio de organização é aquela, mas é uma espécie de máfia do telemarketing que, não sei como, tem informações minhas que nunca lhes cedi.

Monday, 23 July 2012

Holy cow!

Gostaria de perceber o que leva um tradutor a optar por Santa corvina! como equivalente português do Holy cow! enunciado pelo concorrente de um reality show.
Eu sei que nas legendas convém evitar os palavrões ao máximo mas, assim de repente, Caramba! ficava muito melhor.

Thursday, 12 July 2012

Wannabe


Nestas minhas mais recentes andanças confirmei uma ideia que já conhecia: a de que existem as celebridades e as pseudo-celebridades e wannabesMas acabei de descobrir uma das grandes diferenças que se fazem sentir na vida dos elementos de cada um dos grupos e de que nunca tinha ouvido falar.
Se as celebridades têm os casamentos oferecidos pelas mais diversas revistas, em troca de uma reportagem exclusiva, as wannabes deste nosso mundo pedincham às empresas de catering/quintas que lhes ofereçam o casamento e ainda lhes paguem por cima.
Não sei como é que há alguém que tem este tipo de lata, mas essas pessoas existem, sim. E chateiam-se se ouvem um não e sentem-se injustiçadas porque oh para mim, que sou tão importante e a minha família até é tão conhecida... seria um privilégio para ti pagares-me o casamento.
Mas fiquei contente por saber que há empresas que recusam e voltam a recusar essa troca, porque não faz sentido nenhum uma pessoa fazer o papel de bobo e ainda pagar para oferecer os seus serviços.

Thursday, 21 June 2012

Modas estranhas


Numa carruagem de metro apinhada, o meu namorado olha muito curioso para uma asiática à minha frente e pergunta:
- O que é que se passa com os olhos dela? São mesmo esquisitos.
Eu respondo:
- Tem pestanas postiças.

Pestanas postiças estão, para mim, exatamente ao mesmo nível que as esferas de rouge vermelho vivo que as meninas fazem no meio das bochechas, quando brincam com a maquilhagem da mãe.

Saturday, 2 June 2012

Que nojo!


Falar com alguém com um mau hálito tão forte que chega ao cúmulo de ser mesmo enjoativo é nojento. Pior só mesmo quando a dita pessoa resolve que o que nos vai dizer tem de ser em segredo e aproxima-se perigosamente da nossa cara.
A minha solução passou por ir andando para trás, mas isso só a fazia dar mais dois passos na minha direção. Como não funcionou, percebi que a única coisa que me ia permitir sobreviver à conversa era virar os lábios para cima e cheirar o batom.
Posso ter ficado com ar de anormal, mas ajudou.

Friday, 25 May 2012

Just in case


No verão passado, tive em minha casa uma sessão de leitura de mãos feita por uma amiga, que se dedicou durante meia hora a prever o futuro de quatro pessoas. Previu que eu vou ser imensamente feliz e minimamente rica, pelo que a noite ficou logo ganha, mas quando chegou a vez do meu namorado, viu que vai entrar uma nova mulher na vida dele.
Até aqui tudo bem, especialmente porque eu, que acredito tanto nisto como no coelho da Páscoa, tenho a certeza de que se ela voltasse a fazer a dita leitura, ia descobrir coisas completamente diferentes.
No entanto, há uma ou duas semanas o meu namorado acordou da anestesia a chamar por um nome de mulher, muito zangado, mas não se lembra muito bem porquê. A questão aqui é que não só o nome não era o meu, como não era o de ninguém que ele conheça.
Entretanto lembrei-me da previsão do futuro dele e a brincadeira começou a ter menos piada.
Ontem um amigo dele ligou-lhe a dizer que vinha a casa e que ia trazer com ele uma amiga... com o nome por que ele chamou quando acordou da anestesia.
Já fui comprar corda e fita adesiva para o prender em casa durante o fim-de-semana, só por precaução...

Thursday, 17 May 2012

Truques de venda


Numa loja de roupa:
Eu: Tem um cinto azul escuro?
Empregada: Não, mas tenho este cor-de-laranja e este castanho. São muito bonitos.

O pessoal das lojas tem um bocado a mania de tentar impingir aos clientes exatamente aquilo que eles não pediram. Se eu vou à procura de um cinto azul escuro, é porque é um cinto azul escuro que eu quero. Se eu perguntasse tem algum cinto que fique bem neste vestido?, aí sim, tinham liberdade para dar sugestões.
Bem sei que têm a missão de vender o máximo possível, mas nunca me deixo convencer por essas artimanhas e fico logo sem vontade de continuar dentro do estaminé.

Sunday, 6 May 2012

Gaguez momentânea


Depois da minha aventura automobilística debaixo de uma chuva torrencial e no meio de um trânsito brutal, cheguei ao Ikea a tremer por todos os lados e um bocado trôpega mental e fisicamente. A minha missão era simples: pedir as ferragens que faltavam à minha cómoda, pegar nelas e vir embora. Fácil.
Dirigi-me à rapariga que estava atrás do balcão e disse-lhe:
- Bla bla, comprei uma cómoda, bla bla faltam as ferramentas. Não são ferramentas, são as fe... fe... fe...
- Ferragens? 
- Isso...
Senti-me um bocadinho parva, mas prossegui:
- E, claro, faltam os parafusos equivalentes. Não, não é equivalentes. É correspetivos.
- Correspondentes? - Voltou a perguntar a rapariga.
Isso...
A esta altura, mais do que parva, sentia-me ignorante e com vontade de me enfiar por um buraco no chão. Ainda ponderei a possibilidade de explicar à rapariga por que é que o meu pensamento estava tão atordoado, mas cheguei à conclusão de que só ia humilhar-me mais, pelo que evitei falar mais do que o estritamente necessário.

Thursday, 3 May 2012

Por linhas tortas...?


Há duas semanas fiz um golpe no dedo ao abrir a embalagem de amaciador de cabelo. No outro dia deixei cair três quartos de uma cómoda em cima de um pé. Hoje queimei o dedo mindinho ao pegar numa torrada.
É alguma mensagem para mim? É que não estou entendendo...

Saturday, 28 April 2012

As entrevistas de emprego deviam ser mais criteriosas


Quando entramos numa loja, daquelas que têm prateleira até cima a que uma pessoa da minha altura não chega minimamente, nos dirigimos à primeira empregada para, por favor, nos encontrar um determinado tamanho e ela nos responde: só temos o que está à vista, vemos logo que a mulher tem tanta vontade de trabalhar como eu de arrancar dentes a frio.
Mas quando insistimos e esclarecemos que só conseguimos ver as prateleiras de baixo e ela, sem olhar, nos atira com: o que está em cima são só tamanhos grandes, e, ainda por cima, cheira imensamente mal da boca, apetece-nos esbofeteá-la ali mesmo.
Como não sou uma pessoa violenta, sorri-lhe sarcasticamente e agradeci: obrigada pela sua ajuda, foi meeeesmo útil!
Mas tenho dúvidas de que a senhora tenha entendido o meu sarcasmo.

Sunday, 22 April 2012

"Ai, coisinha boa"


Ultimamente tenho vindo a desenvolver uma forte sensação de desconforto/ódio com o caminho que tenho de percorrer a pé desde minha casa até à estação de metro mais próxima. Não sei por que razão, mas todos os homens nojentos se encontram reunidos ao longo deste percurso.
Na sexta-feira a coisa foi mais flagrante: numa caminhada de dez/quinze minutos, para além dos olhares nada indiscretos, ouvi uns cinco ou seis comentários daqueles que me deixam bastante enojada e desconfortável, proferidos por homens que têm idade para serem meus pais ou, mesmo, meus avós.
À noite, quando estava a desabafar com o meu namorado o facto de os homens portugueses serem muito porcos, contei-lhe que um deles me perguntou bem alto, no meio de uma avenida cheia, se eu queria ir para casa fazer sexo com ele. O meu namorado riu-se e respondeu-me que era porque me consideravam gira, que se eu fosse feia não diziam nada.
Foi a minha vez de rir e de responder:
- Isso era fácil. Assim bastava-me ir a fazer cara de bisonte e a tirar macacos do nariz o caminho todo e não precisava de ouvir nada daquilo. Mas eles não passam do pescoço para cima.
Olhar até se tolera, embora preferisse que disfarçassem um bocadinho, mas podiam fazê-lo de boca fechada, guardando todas as imagens tenebrosas para eles mesmo. É que eu não tenho culpa de ser grande naquela zona e, acreditem ou não, quando opto por não usar gola alta, não quer dizer que tenha tirado o dia para provocar o sexo masculino.

Friday, 2 March 2012

Alguém me disse que tenho sonhos muito realistas


A noite passada sonhei que estava a jogar football, uma coisinha amadora como quando era mais nova, e que o jogo até estava a correr bem. Nunca joguei sem ser na escola, mas adorava fazê-lo, apesar de que uma das minhas características sempre que acertava na baliza era soltar um guincho, daqueles mesmo irritantes que merecem legitimamente comentários de desprezo de quem os ouve.
Lembro-me, portanto, de marcar um golo e de soltar um desses guinchos, como se voltasse a ter catorze anos. Mas a parte estranha aconteceu quando me passaram a bola e eu tinha a baliza adversária à minha frente, com o caminho vazio. Estava tudo feito para que ganhasse aquele jogo, a adrenalina estava no máximo e... acordei num sobressalto, com o coração a mil e extremamente ansiosa.
Ainda não descobri se era por causa do sonho ou se é pelo período de stress que estou (e estamos todos) a atravessar, mas que foi estranho foi.

Friday, 17 February 2012

Eu sei quem foi o elo mais fraco

Tudo bem que o Pedro Granger tem de fazer aquele papel de eu sou mau, não se metam comigo, mas ele acabou de chamar gorda a uma concorrente, através das palavras e acha que tem de comer bolos? Olhe que se eu fosse a si não comia mais bolos.
Eu até gosto muito do pequeno e, se pudesse, tinha-o sempre aqui ao lado para lhe apertar carinhosamente as bochechas, mas as regras da boa educação não passam para o outro lado do ecran?

Wednesday, 15 February 2012

Ando a ser perseguida ou WTF?!


Um contacto meu do facebook, que por acaso é uma pessoa com quem já não falo há anos, está a participar num concurso e quer que eu vote na sua participação. Como é que eu sei disto? Primeiro porque o mural dela foi-se enchendo de links para a mesma, depois porque recebi uma mensagem coletiva com o dito link e, durante o resto do dia, fui recebendo todas as respostas de cada um dos outros trezentos destinatários.
Mas um simples pedido inocente tornou-se uma enorme manifestação de grande lata!, quando eu hoje abri o facebook e recebi logo no chat: Olá, votaste ontem?
E eu senti-me como na escola, quando os professores perguntavam se tínhamos lido o texto que tinham mandado e ninguém se tinha lembrado de tal coisa.