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Friday, 1 August 2014

Sem comentários / No comments



Acho que há coisas que só me passam a mim pela cabeça e, como tenho tendência para o exagero, acabo por fazer delas situações hilariantes. É um desperdício quando não são partilhadas com ninguém.
Ontem deitei-me, apaguei a luz e senti qualquer coisa na orelha. Toquei-lhe, fechei os dedos à volta dela e percebi, pela textura e pelo barulho, que era uma aranha. Daquelas nojentas, com corpo redondo e enorme e patas pequenas. Desatei aos berros, acendi a luz e atirei com aquilo já bastante esmagado para o chão.
Quando olhei de perto percebi que era apenas o revestimento do brinco, que tinha saído e ficado agarrado à minha orelha.
Tive pena de ter sido a minha única testemunha.

Saturday, 18 January 2014

Bela sem senão / A tricky one

O produto em si não é propriamente espetacular. Ok, são gummy bears sem açúcar, é um bocado espetacular, mas nada que se compare com os comentários. O primeiro entra logo a matar.


This is not a so awesome product. Well, it's sugar free gummy bears, so maybe it it a little bit awesome, but nothing if we compare it with the comments. And the first one is very powrfull.

Sunday, 12 January 2014

Challenge not accepted!

Ir a lojas na altura de Natal, como já se sabe, significa horas de seca à espera de se ser atendido. Numa dessas investidas comecei a ficar extremamente impaciente, o que me deu para aparvalhar: desatei a rir sozinha de algo que me ocorreu. Do nada, surgiu-me uma ideia de um desafio que lancei ao meu marido:
- Pagava-te o que quisesses se te levantasses e, ao mesmo tempo que te dirigias para a saída da loja, gritasses não tenho tempo para isto; tenho de ir cortar as unhas dos pés.
Mas ele foi fraquinho e não o fez...

Everyone knows how stressing and boring it is to go shopping around Christmas. One of these days I had been waiting in a long line for quite a long time, so I started getting impacient and very crazy ideas: I laughed all alone of a very stupid thought that had just occured me. I callenged my husband: 
- I`ll pay you as much as you want if, while you walk to the store exit door, you shout I have no time for this; I have to go home and cut my toe nails.
Unfortunately, he chickened out and did nothing...

Sunday, 29 December 2013

Coisas que só me acontecem a mim - mas que não deviam (em constante atualização)




  • Baixar o braço com a graciosidade que me é característica e embater brutalmente com o cotovelo no vértice de uma gaveta aberta. O buraco sangrou pouquinho, mas o suficiente para manchar a roupa.

  • Descascar abóbora e cortar-me não na faca mas... na própria da abóbora.

  • Levar um murro na testa porque o meu marido se espreguiçou sem saber que eu estava atrás (na diagonal) dele.


  • Achar boa ideia usar a máquina depiladora para tirar os pêlos que unem uma sobrancelha à outra, por cima do nariz. E ficar queimada, como era de esperar, durante algumas semanas.

  • Pegar na raquete e na bola, no ténis, para fazer um serviço e apanhar com a bola direitinha na testa. Tal como acontece às crianças quando começam a aprender a jogar com raquetes.

  • Estar a andar no passeio e fechar os olhos enquanto contava três passos vezes três, para que algo que queria muito que acontecesse de facto acontecesse. Abri-los de repente ao sentir a mão arranhar-se impiedosamente no muro rugoso à minha direita, com duas filas de carros parados à minha esquerda. Não sou supersticiosa. Só tenho muito más ideias sangrentas.

  • Falar ao telefone enquanto caminhava e olhava para o lado (armada em super mulher multi-tasker) e embater com as partes baixas contra um pilarete no meio de uma rua cheia de gente. Doeu, foi humilhante, mas foi sobretudo hilariante. Para quem viu e para mim.

Thursday, 31 October 2013

A igreja e o estado

http://www.publico.pt/

Esta foi uma das coisas mais engraçadas que li nos últimos tempos.
Por coincidência, passei o fim de semana passado a falar no tema de religião, das crenças e da razão pela qual a maioria das crianças que anda em colégios religiosos (como foi o meu caso) quando de lá sai acaba por, mais tarde ou mais cedo, afastar-se destes princípios, por vezes até a um ponto de rutura.

Thursday, 17 October 2013

Conversas ao deitar (3)


Para contextualizar, a minha almofada é do mais baixinho que há, porque não consigo dormir com almofadas altas que me causam dores de cabeça. No entanto, a dita almofada já se queixa da idade e presenteia-me com altos e baixos. Ontem à noite, o meu marido queixou-se precisamente de ter uma almofada demasiado baixa, ao que eu respondi:
- Eu gosto muito da minha, mas está toda torta. Não gosto nada dos montes dela, mas adoro as partes baixas.

Foi o if you know what I mean mais inocente de sempre.

Monday, 14 October 2013

Conversas ao deitar (2)

Deitámo-nos, ele de costas para mim, aconcheguei-me agarrada a ele.
Instantes depois senti-o apalpar a almofada junto à minha cabeça para medir a distância entre uma e outra. Sem se virar para mim perguntou-me, como se nada fosse:
- Sabes aquela expressão: usa a tua almofada?

Saturday, 27 April 2013

Ouvir rádio é uma coisa do outro mundo

Ao jantar estávamos a ouvir no homem que mordeu o cão a história do A.J. Clemente, o pivot que deixou cair três palavrões como estreia na televisão no dia em que foi despedido. A dada altura, quando a Vanda Miranda disse algo como "ele agora anda a ser convidado de talk shows e assim", eu parei de mastigar e perguntei "a sério?", como se estivesse mesmo no meio de uma conversa.
Estranhamente ela não me respondeu, mas nós os dois, aqui em casa, escangalhámo-nos a rir.
O que vale é que ele também já tinha falado com uma máquina que não lhe respondeu, senão ficava eu a parecer mal.

Tuesday, 9 April 2013

Conversas ao pequeno-almoço (3)


De manhã, quando acordámos, ele foi à cozinha tirar o pão da máquina e constatou que não tinha crescido/subido. Sugeriu que talvez o problema fosse de deitar azeite.
Quinze minutos mais tarde, quando estávamos a tomar o pequeno-almoço, diz ele:
- Se calhar quando tu estavas a crescer alguém te deitou azeite...

Ao menos assim sabia o porquê de me ter ficado apenas por estes parcos centímetros.

Thursday, 4 April 2013

Conversas ao final do dia (3)


O meu namorado sofre do grande mal de não conseguir desligar o despertador mal o ouve, nem sequer de sair da cama mal ele toca. Assim sendo, passo pelo menos meia hora a ouvir as gentes da Comercial às gargalhadas, enquanto lhe dou encontrões para ver se se faz silêncio.
Ontem à noite, quando nos deitámos, dei-lhe um sermão sobre o quão sonolenta isso me deixa e que tem de ser responsável e bla bla bla. Ele pediu desculpa. Eu continuei. Ele virou-se para o lado. Eu continuei. Ele virou-se para mim e disse, muito sereno:
- Há aqui pessoas que querem dar-te um prémio.
- Prémio?
- Sim. De maior bruxa desta cama.

Monday, 1 April 2013

Invenções do demo

Quem já experimentou o novo Google nose?
Vão lá ver, que vale a pena!

*Era a mentira deles de dia 1.

Wednesday, 20 February 2013

Madrinha à distância

A minha american girl é uma das nossas madrinhas de casamento e como está do outro lado do mundo, anda sozinha a procurar um vestido para usar no dia. Azar ou imensa sorte: os americanos levam o conceito de casamento ao extremo. Daí a nossa conversa (começo eu):


Tenho mesmo muita pena de não estar lá para ver.

Thursday, 14 February 2013

Está tudo louco!


Classifico de estranha uma noite em que vou jantar a casa dos pais do namorado, com tios e primos deste, abro o recipiente onde estava o arroz de cabidela e lhe pergunto audivelmente:
- Queres que te dê peito?
Só quando toda a gente desatou a rir é que me apercebi do que disse.
Mais à frente, antes ainda de termos chegado à sobremesa, estou a falar de massa fondant e esclareço:
- O que eu fiz foi um urso, mas há workshops para tudo. Há uns só mesmo para fazer pessoas.
Ele diz, perdido de riso:
- Pessoas de massa fondant!
E acrescenta o pai dele, igualmente perdido de riso, citando-me:
- Há workshops para tudo!

Mas é precisamente por noites como esta que já me sinto há muito tempo para da família.

Sunday, 30 December 2012

É verdade

Quando pesquiso no google "omeunome e odele", substituindo, obviamente, as palavras pelos nossos nomes, o primeiro resultado que aparece é o de uma rede social brasileira de swing.

Monday, 17 December 2012

Foi assim que aconteceu


Fazer desporto enquanto se veem dois episódios seguidos de How I met your mother, ainda que repetidos, é coisa para dar mau resultado. Um dia ainda deixo cair um haltere em cima do pé, ou faço uma contratura nos abdominais.

Sunday, 2 December 2012

O cúmulo da preguiça


Estamos os dois sentados no sofá a um braço e pouco da porta, a apanhar com o calor do aquecedor por baixo da manta.
Diz ele: - Não fechaste a porta.
Eu verifico a veracidade da afirmação mas não digo nada.
Passados uns momentos ele volta a falar:
- Se me passares a cadeira eu consigo fechar a porta.
Eu pego na cadeira que está ao meu lado, passo-lha por cima do sofá, ele fecha a porta com as pernas da cadeira e eu volto a pousá-la no chão em frente à mesa.

Friday, 16 November 2012

Viagens no tempo

Recebi hoje por correio um questionário do centro de emprego para entregar até ao próximo dia 15 de novembro. Das duas uma: ou o prazo é de um ano, para as pessoas não poderem queixar-se de que não tiveram tempo; ou estão a tentar averiguar quantas pessoas neste país são capazes de viajar no tempo.
Se conseguir, comunico na semana passada.

Wednesday, 31 October 2012

Conversas ao pequeno-almoço (2)

Eric Bana
Digo eu, depois de ele ter começado uma conversa sobre depiladoras do futuro:
- Gostava de ter uma depiladora que fosse só aplicar num ponto que num instante tirava todos os pêlos do corpo. Menos os cabelos.
Responde ele a rir:
- Mesmo as sobrancelhas?
Eu mostro os vários sítios onde gostava que a tal máquina funcionasse e acrescento:
- Acho que vou alourar os pêlos dos braços para o casamento.
Ele desata novamente a rir:
- Vais deixar só assim um bocadinho a alourar com cebola?

Friday, 12 October 2012

Conversas nossas

Eric Bana e Rachel McAdams

No fim-de-semana fomos ao centro comercial para tentar encontrar uns sapatos para o meu namorado (coisa que andávamos a adiar há algum tempo). Depois de entrarmos em três lojas, diz ele:
- Vamos comer qualquer coisa.
Mas eu respondo:
- Só depois de entrarmos em todas as sapatarias. Senão, nunca mais saímos daqui.
E ele sai-se com:
- Nunca ouviste dizer que não se deve ir às compras com fome?

Wednesday, 10 October 2012

Conversas ao pequeno-almoço


Eu, cheia de sono: - Não gosto de trabalhar de manhã. 

Passado um tempo, durante o qual refleti na quantidade de sono que tenho, eu outra vez: - Quer dizer, preferia trabalhar de manhã e não ter nada para fazer de tarde.

Ele, cheio de razão: - Mas tu dizes que não gostas de trabalhar de manhã...

Eu: - Pois, é que eu não gosto de trabalhar de manhã nem de tarde.