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Friday, 25 April 2014

25 de abril / 25th of April



O 25 de maio este ano é em abril.
De hoje a um mês fará um ano que casei e os meus planos incluíam comer parte do bolo que congelei com os meus sogros e a outra parte com os meus pais. Como num ano muita coisa muda e temos viagem marcada para daqui a umas semanas, ser-nos-á extremamente complicado levar e armazenar em Londres um bloco de comida congelada.
Já não sei muito bem como (acho que graças à minha chantagem emocional), o meu amor está neste momento a vir ter comigo para passar o fim de semana. Os planos mantêm-se, apenas com um mês de diferença: rumamos daqui para casa dos pais dele onde iremos vestir as roupas que usámos no dia 25 de maio de 2013 (temo muito que o meu vestido não feche!) e comer parte do bolo; pouco depois rumamos a casa dos meus pais, pelo caminho apanhamos a minha irmã/madrinha de casamento, onde iremos lanchar a outra parte do bolo.
À noite, e porque ainda não estaremos juntos no dia em que fazemos anos de namoro, vamos jantar os dois num restaurante por onde passamos todos os dias e onde nunca entrámos, já vestidos à civil.

Isto não invalida que no dia 25 de maio haja novamente festa, até porque no dia seguinte é feriado...

Sunday, 19 January 2014

Espírito crítico

Nas últimas semanas, a praxe tem sido um tema de conversa recorrente e, tal como muitos temas polémicos, arrasta fundamentalismos de quem a defende e de quem a repele acerrimamente.
A minha experiência com a praxe foi para esquecer. Ia com uma ideia interessante do que aquilo seria, imaginava um conjunto de atividades divertidas que nos guiavam na entrada no ensino superior e que nos ajudavam a estabelecer laços de amizade com gente que nunca na vida tínhamos visto e que ia partilhar os nossos dias durante os próximos anos, que, no entanto, se revelou o oposto: uma seca, sem piada nenhuma e cheia de humilhações.
Um dos princípios da praxe parece-me muito bom: somos todos iguais, não há ricos, pobres, inteligentes, burros, bonitos ou feios. Mas nunca se levado ao extremo, porque, na verdade, não somos todos iguais. Lembro-me de ter uma colega a lutar contra o cancro no pulmão e, no meio de uma data de gente que ela não conhecia, um idiota qualquer que se achava dono de um poder absurdo, perguntou-lhe se ela estava bem. Após ela ter assegurado que sim, ele atirou-lhe com um por mim até podias cair aí para o lado, que eu não me importo.
Tentaram fazer-me ver que ele só disse isso porque na praxe não pode haver preocupações, um doutor não pode preocupar-se com um caloiro. Em certa medida, compreendo essa ideia, mas uma coisa é seguir as regras da praxe, a outra é ser-se um bronco sem capacidade de discernimento.
Deixei de ir à praxe depois de assistir a cenas absurdas, de recusar sessões porque tinha aulas e tentarem obrigar-me a faltar, depois de não concordar minimamente com a praxe do meu curso e da minha faculdade, nem com o seguir cego e ignorante de todas as regras levadas ao extremo. No entanto, sei que há, noutras faculdades, praxes interessantes, feitas por gente normal, sem abusos de um poder imaginário. Sem o culto da burrice.
Mas o que me tem incomodado sobretudo é que, perante uma associação inevitável da história do Meco à praxe, haja sempre alguém que diga, sem pensar duas vezes, que as pessoas não são obrigadas a nada e que só fazem aquilo que querem.
Não é verdade e ao longo dos anos tem havido imensos casos que o comprovam. É impossível esquecer a força que tem a vontade do grupo, o facto de uma pessoa ser posta à frente de uma multidão e forçada a fazer qualquer coisa que não quer. Não é fácil dizer que não, encarar os risos, o gozo, os comentários dos outros que, unidos, são muito mais fortes do que aquele indivíduo isolado que não quer ser ostracizado.
Seja na escola, na praxe ou no trabalho, uma pessoa não faz sempre aquilo que quer. E só acredita nisso quem nunca passou por uma situação em que quis dizer que não e teve de dizer que sim, ou em que um não lhe custou alguma coisa.

Tuesday, 31 December 2013

2013 em números

6 - o número de padrinhos que tivemos no nosso casamento

8 - o mês em que uma das pessoas de quem mais gosto finalmente voltou do outro lado do oceano e foi a correr para Lisboa, para nos juntarmos todos num longo fim de semana de celebrações

9 - a quantidade de gente à mesa em casa dos meus pais nas não muitas ocasiões em que nos sentamos todos à mesa: pais, irmãos e marido/mulher/cunhados

11 - o número de meses que levei, desde que acabei de escrever um livro, até ter coragem de o publicar (apenas online)


12 - o mês de um grande sim que prolongar-se-á pelos próximos tempos

23 - a hora a que quero ir para a cama, mas em que começo a ter um fanico porque não o consigo nunca

25.05 - o dia do meu casamento, um dos dias mais felizes que já vivi, especialmente por ter sido uma festa como suspeito que não voltarei a ter: as famílias e os amigos todos reunidos, juntos por uma mesma razão - eu e ele


29.10 - o dia de dois grandes acontecimentos (especialmente para mim e para o meu afilhado) que, para já, têm trazido ótimas consequências

111 - o número do nosso processo de casamento

2013 - um ano que, para quem nisso acredita, poderia significar azar, mas que, pelo menos a mim, trouxe algo a que não sei se será justo chamar sorte, porque trabalhei e luto todos os dias para o alcançar. Será difícil dizer-lhe adeus, deixá-lo ir depois de tudo o que me ofereceu sem pedir nem levar nada em troca, mas atrevo-me a dizer, sem pretender desrespeitá-lo, que anseio por 2014.

Au revoir, 2013

Receei a chegada de 2013, não sem alguma razão: 2012 foi um ano tão fantástico, tão cheio de coisas boas, que dificilmente alguém acreditaria voltar a ter a sorte de mais 365 dias tão bons. Mas a verdade é que 2013 não lhe ficou atrás. Aliás, se compararmos as negatividades de um e de outro, este último ficou a ganhar largamente: até as idas ao hospital foram por muito boas razões (não, ainda não há bebés a caminho).
Este ano que passou foi mais ligeiro em termos de viagens, mas voltei a viver três dias na minha cidade, num estágio de lua-de-mel, e conheci um bocadinho mais deste país onde nasci e cresci e do qual aprendi a gostar tanto como se gosta de um bom livro.
Ganhei um marido a quem ofereci um par de sogros e uma catrefada de cunhados, enquanto que recebi a mesma quantidade de sogros (vocábulo que ainda não me habituei a usar) e um muito mais ínfimo número de cunhados. Fiquei a perder largamente até porque, na minha opinião muito pouco imparcial, os que lhe dei são de qualidade muito superior…
Foi um ano cheio de casamentos, de casais felizes, de lágrimas mal disfarçadas e de muita dança.
Perdi 4 quilos mas consegui recuperá-los (e que bem me soube!)
Ao fim de um ano, reuni toda a coragem necessária e, finalmente, publiquei online, o livro que escrevi.
Larguei, finalmente, um semi-emprego do qual não gostava nada, que não me preenchia e que estava muito aquém daquilo que gosto e sei fazer, para abraçar aquele que, sem o saber, foi feito para mim e à minha medida.
Descobri que, ao contrário daquilo que pensava, não é impossível nem, para ser honesta, verdadeiramente complicado, conectar com outras pessoas e deixá-las passar ao estatuto de amigos para além dos 20 anos. Dá mais trabalho porque há muita história para contar e muita história para ouvir, mas é uma das razões por que sabe tão bem.
Cheguei a um ponto de viragem da minha/nossa vida em que cada dia é um desafio, um entusiasmo, uma ansiedade positiva que obriga a sorrir, porque olhando quer para trás quer para a frente, é impossível não constatar que tudo o que conseguimos reunir com uma braçada é, sem qualquer dúvida, muito melhor do que alguma vez poderíamos ter sonhado.
Passou-se mais um ano e tenho a imensa sorte de poder repetir que sou feliz todos os dias. Se sou feliz a cada momento de cada dia? Hoje posso dizer que sim, sou. Porque por uma qualquer razão que desconheço (e graças aos morosos ensinamentos do meu marido) o que é bom na minha vida tem uma presença tão forte, tão poderosa, que sou quase incapaz de prestar demasiada atenção ao que não o é. Sorrio, sorrio mesmo muito, e rio quase tanto.
Que 2014, com todas as mudanças que promete, seja pelo menos tão bom como 2013. Melhor, se possível.

Feliz 2014!

Tuesday, 24 December 2013

Feliz Natal!


Hoje apetecem-me bolachas de gengibre, queijo da serra, pinhões, bacalhau com muito azeite, leite-creme, chuva, uma lareira, família, músicas de Natal, conversas, reencontros, presentes dados e recebidos, um beijo dele, chá, jogos de cartas, fotografias e a nossa árvore de Natal iluminada. Hoje apetece-me Natal.
Feliz Natal!


Sunday, 22 December 2013

Jantar de Natal em família

Pertenço a várias famílias, todas elas interligadas, de uma maneira ou de outra. Tenho aquela no seio da qual nasci, que inclui os meus pais, os meus irmãos e a minha irmã e, agora, a minha cunhada e o meu marido. Tenho ainda a família mais alargada, que engloba os avós, os tios e os primos. Tenho a que construí só com ele, a que mais me orgulha porque é fruto da nossa vontade diária, só nós os dois. Tenho, desde antes ainda do casamento, a dele, dos pais, do irmão, dos imensos tios e primos. E tenho, também, a dos nossos amigos que, longe ou perto, estão sempre presentes quando é preciso.
Ultimamente já quase não sobram elementos na nossa cidade original, alguns emigraram dentro do país, outros para fora e ainda há mais a planear fazê-lo. No entanto, há um dia por ano, pelo menos, que nos obrigamos a passar juntos. Não é um dia fixo, escolhemo-lo de acordo com as disponibilidades de cada um, mas é um acontecimento que surgiu por acaso e agora tem uma importância inquestionável para cada um de nós.
Todos os anos fazemos um jantar de Natal em família, onde não podem faltar as melhores caipiroskas do mundo e arredores, as velas, as músicas de Natal, as fotografias e as gargalhadas intermináveis.
Hoje, uma vez mais, juntamo-nos porque tivemos a sorte de, algures, a vida nos ter juntado assim.

Thursday, 19 December 2013

Passo a passo

Encaramos constantemente momentos decisivos, mudanças de rumo de relevância variável, assumidas de acordo com o estado de espírito com que as recebemos. O primeiro par de saltos altos, um novo furo na orelha, o dia em que decidimos emagrecer, o rapaz que conhecemos para ser nosso namorado, um amigo novo, um emprego, uma casa, um filho...
O mundo conjuga-se, incansável, para acalentar a nossa natureza de ser eternamente insatisfeito, que almeja sempre um novo patamar e, assim que o alcança, desfruta-o intensamente durante o tempo em que o entusiasmo sobreviver, até começar a sonhar com o passo seguinte, tendo em mira o próximo patamar.
Ciclicamente, giramos em picos de ansiedade e de estagnação de forma a, pouco a pouco, sairmos do mesmo lugar onde começámos esta viagem.
Há, no entanto, o momento suspenso da espera determinada. Queremos o sim, em último caso o não. Nunca o talvez.
Bem-vindos ao meu presente.

Monday, 16 December 2013

Sou bastante incapaz de andar com as unhas por arranjar - uma mania que me ficou dos verões passados com a minha prima, cujas unhas estavam sempre impecáveis. Embora não seja uma compradora compulsiva de nada, os vernizes, mais do que roupas, carteiras ou sapatos, são a minha perdição, porque há sempre uma tonalidade diferente, um acabamento inovador que ainda não tenho e a minha coleção lá vai crescendo e acumulando uma paleta de cores muito próxima do completo.
Ultimamente essa mania tem-se alargado a batons. Sempre usei lipgloss, mas nunca me duravam muito tempo nos lábios porque acabavam sempre colados aos cabelos. E, vá-se lá saber porquê, os dias em que pintava os lábios eram sempre ventosos. Até que descobri a magia dos batons, essa maravilha que basta aplicar uma vez de manhã e sobrevivem a beijos, a comida e a bebida.
Portanto, quando tive diante de mim a oportunidade de escolher uma qualquer prenda de anos, foi este saquinho que elegi para a minha não melhor amiga me dar.




Durante os próximos tempos não me posso queixar.

Friday, 6 December 2013

Peça de um puzzle



Tenho uma utopia já desde há alguns anos. Talvez tenha sonhado com ela, talvez a tenha apenas criado durante a adolescência quando me sentia uma incompreendida, talvez ainda precise dela de vez em quando. O que é certo é que penso muitas vezes em como seria ter alguém cem por cento compatível comigo; alguém que pensasse da mesma maneira que eu, que alinhasse nas minhas loucuras, que me deixasse deprimir quando é preciso, que não me julgue quando como de mais nem quando como de menos, que se ria das minhas piadas sem que tenha de explicá-las, que sinta tudo como eu.
De cada vez que partilho esta ideia com alguém, dizem-me sempre que seria uma monotonia, nem precisaríamos de interagir. Mas às vezes saber-me-ia bem este conforto.
No entanto, há um fenómeno na minha vida, transversal às suas várias etapas, que contradiz isto em absoluto: nunca fui muito capaz de me relacionar com pessoas da mesma área de estudos/trabalho que a minha. Para distanciar um pouco mais a identificação, dou-me maioritariamente com gente mais velha. Basta-me olhar à minha volta para me surgirem logo vários exemplos que o corroboram.
Quando comecei a trabalhar nesta empresa, com colegas equivalentes a mim, achei que seria, naturalmente, com eles que me daria mais, com quem partilharia experiências de estudo e trabalho, sobretudo por trabalharmos na mesma sala e por conhecermos as mesmas pessoas. Contudo, o que constato agora é que, por uma sucessão encadeada de enormes acasos, dei por mim a dar-me e a identificar-me cada vez mais com um grupo de gente que trabalha na outra ponta da empresa, numa área que em nada coincide com a minha e, para que o hábito não seja desonrado, tem pelo menos mais quatro anos do que eu.
O mais incrível é que, com tantas diferenças, com um fosso de idades que até podia tornar-se relevante, tendo em conta o estado da vida de algumas daquelas pessoas quando comparado com o da minha, sinto-me perfeitamente encaixada no meio deles, como se tivessem estado à minha espera e, ao ver-me, me tivessem puxado enquanto diziam "ah, cá estás, finalmente; ficas aqui, neste cantinho da imagem".
Não estou muito habituada a pertencer a algo, assim, logo à partida. E é essa uma das razões que me fazem encarar esta nova fase que acabou de começar com um ânimo que, de outra forma, não teria.

Tuesday, 3 December 2013

Balancé


Sofro demasiado por antecipação. Não é uma coisa de agora, não aconteceu nada para que tenha passado a ser assim, simplesmente é, desde muito cedo. Sou capaz - e não são raras as vezes em que tal acontece - de dar por mim a chorar (não desalmadamente, mas a verter algumas lágrimas dolorosas) ao pre-sentir aquilo que sentirei se/quando alguma coisa acontecer. E essa coisa pode até nem acontecer.
Acontecia-me isto com a aproximação de um exame importante, aconteceu-me com a chegada da data da defesa do relatório, acontece-me com as entrevistas de emprego e com a possibilidade de ficar, por uma semana que seja, afastada do meu marido.
Uma pequena possibilidade começa a moer-me a cabeça e o corpo, não me larga, impede-me de a abandonar, deixo-a crescer de tal modo que dói por dentro e por fora. Antecipo tudo o que vai correr mal, tudo aquilo que poderia ter e que vou deixar de ter, imagino as responsabilidades e preocupações que não tinha e que vou passar a ter e é assim que acordo e me deito, enquanto essa indecisão durar.
Talvez fosse este o primeiro aspeto que alteraria em mim, se uma fadinha mágica me surgisse à frente com três desejos para me conceder.
Por outro lado, também sou menina de, perante a possibilidade de algo bom vir a ter lugar, embandeirar em arco e assumir que tudo vai correr não bem, mas da melhor maneira impossível. Crio expectativas brutais, daquelas tão elevadas que causam vertigens, e vou, assim, alimentando os meus dias de ilusões.
Talvez este fosse a segunda alteração que pediria à fadinha: deixar-me de extremos e saber encontrar um ponto de equilíbrio para tudo.

Saturday, 30 November 2013

A saga dos presentes


Todos os anos, assim que passa o Natal e começam os saldos de inverno, decido que no ano seguinte vou fazer as compras de Natal nos saldos anteriores, no início do ano. Fica mais barato e fica tudo tratado com uma antecedência brutal, sem ser preciso andar às últimas a correr para as lojas.
E todos os anos decido adiar essa decisão para o ano seguinte, porque depois do Natal, a última coisa que quero fazer é compras para o Natal seguinte.
Este ano comecei a tratar de tudo em novembro, para poder procurar com calma, paciência e dentro de muita oferta, os presentes mais adequados a cada uma das minhas pessoas.
Neste momento faltam-me cinco, sendo três delas as mais complicadas. Mas ainda não estamos em dezembro, pelo que vejo a situação bastante bem encaminhada.

Monday, 25 November 2013

Isto do casamento 9 - O copo d'água

Um dos jardins da quinta, com decorações muito simples



























Adorei a primeira quinta que visitámos, logo ainda em junho, quase um ano antes do casamento. Estava pronta para fechar a data com o senhor que, muito sabiamente, nos aconselhou a visitarmos mais algumas e não nos ficarmos logo pela primeira.
Andámos algumas semanas a ver decorações pirosas, sítios caros e ementas que não nos agradavam, que já nem tínhamos paciência para as duas marcações que tínhamos num fim de semana de verão. Não estava demasiado entusiasmada com a quinta, tendo em conta as últimas experiências, mas lá fomos, arrastando uma das madrinhas.
Assim que saímos, cerca de quarenta e cinco minutos depois, olhámos uns para os outros e concordámos: É esta. Já nem fomos à reunião seguinte.
Uma das coisas boas da Quinta do Mocho é que tem contrato com o catering Gémeos Refresh. Para mim, que não o conhecia nem, tenho de admitir, a mais nenhum, pareceu-me ótimo. Mas entretanto comecei a investigar e descobri que são uns dos favoritos da zona norte e que foi uma sorte ter-nos calhado a nós. E, na verdade, ao longo de todos os preparativos, durante o dia e mesmo depois, o dono da empresa foi impecável, fez-nos os melhores negócios possíveis, indicou-nos o DJ e mais um ou outro colaborador, e deu-nos uma data de sugestões não só para poupanças económicas mas também em relação à gestão do dia, para que tudo corresse da melhor forma.
Pedi-lhe - exigi, a bem dizer - que não houvesse vestígios de três ingredientes e ele respeitou o meu pedido com imenso cuidado. Um homem super ocupado, mas sempre disponível e muito profissional.
A quinta, com os nossos retoques e indicações, ficou exatamente como nós queríamos e o serviço foi excecional: todas as comidas e bebidas eram de ótima qualidade e perfeitamente confecionadas e a equipa toda trabalhou tão bem que quase nem se deu por ela.
Posto isto, recomendo, se for caso disso, os Gémeos Refresh. A Quinta do Mocho não, porque ninguém quer saber de outros casamentos - muito menos ver - no sítio do seu.

A entrada: crepe de marisco

O prato de bacalhau, que tinha uma outra opção de peixe e ainda outra de dieta

Sim, fizemos o comboínho, liderado por mim.

Monday, 18 November 2013

Quase Natal

Este frio gélido de hoje transportou até mim um aroma tão intenso a inverno que veio aumentar os meus desejos de Natal, de reunir as famílias à volta de uma lareira ou de um aquecedor e celebrar tudo o que é importante. Tudo aquilo de que formos capazes de nos lembrarmos.

Tuesday, 5 November 2013

Bom dia!


Estou a adorar este outono.
Não me custa nada acordar (confesso que daria de bom grado mais meia hora do meu dia à cama), sabe-me bem vestir a roupa cuidadosamente escolhida na véspera, sair de casa bem cedinho, não apanhar quase trânsito nenhum, ouvir a chuva lá fora e música cá dentro (ou asmr, porque me desconcentro facilmente com letras cantadas) enquanto faço aquilo de que gosto.
Todos os dias são uma alegria. Já pareço uma criança a seguir ao Natal, quando tem uma montanha de brinquedos novos para estrear. Mas têm-me dito que sou muito efusiva com pequenas coisas da vida. E é tão bom acordar todos os dias assim!


Wednesday, 30 October 2013

A felicidade mora aqui


Não sei se a felicidade é um destino, um caminho ou simplesmente uma maneira de encarar a vida. Só sei que seja o que for, neste momento tenho-a ao máximo. Claro que, insatisfeita que sou, aceitava de bom grado muitas coisas que a complementariam, como uma gatinha para me fazer companhia quando chego a casa... Também sei que, mais tarde ou mais cedo, posso revisitar este meu estado de espírito eufórico e pensar mal eu sabia.
Mas prefiro não pensar nessa eventualidade. Não para já quando três dias numa só semana já chegaram para várias voltas alucinantes no carrossel louco da vida.
Tudo corre bem.

Monday, 28 October 2013

A nossa nova mansão


Entrar em mudanças, numa fase de novos começos, é abrir uma porta de pequenas surpresas entusiasmantes capazes de impulsionar o mundo aos nossos pés. É o que o mantém a girar e o que nos deixa continuar a sonhar com a nova rotina, cheios de adrenalina por abandonar a antiga e encara uma realidade completamente nova, à qual ainda não sabemos agarrar-nos muito bem. E é também por isso que cada uma destas portas tem o dom de fazer tremer, um bocadinho, perante o desconhecido, o medo - ainda que ligeiro - do insucesso. Sair da zona de conforto e saltar para a frente pode manter-nos acordados até mais tarde a dar voltas e voltas à cabeça em tentativas infrutíferas de delinear um plano infalível.
É por isso que, no alpendre de uma casa cheia de portas por abrir, voltar àquilo que se conhece, cujos resultados já são conhecidos, pode ser todo o alento que nos falta. Bastou uma manhã de sol - e que sol! - no meio de tanta chuva e humidade para voltarmos os dois a jogar uma partida de ténis, ainda nada profissional, um pouco frustrante quando as bolas falham a raquete, mas muito gratificante.
Agora resta espalhar energias positivas por todo o lado para que amanhã seja, apenas e só, o início de novas fases muito muito boas.

Friday, 25 October 2013

Isto do casamento (8) - As alianças

Cheguei a ponderar alianças de ouro branco, uma vez que não gosto particularmente de ouro amarelo (tanto que até ao casamento não usava uma só peça que fosse desse material), mas percebi que aquilo de que não gosto é o brilho. Assim sendo, andámos à procura de umas alianças baças, já com ar de usadas e não novinhas em folha. É aqui que entra a exponoivos (fui à de Braga), onde fiz um grande negócio com o dono de uma ourivesaria e o par ficou por um preço mesmo muito agradável, ainda por cima tendo em conta os 900/1000€ que tínhamos andado a descobrir.
Foram oferecidas por duas das madrinhas e ajudadas a escolher pela terceira. Mandámos gravar apenas os nossos nomes próprios e a data. Desde então uso a minha sempre junto ao anel de noivado e adoro a combinação do prateado com o dourado. Mais ainda, adoro olhar para o dedo dele e ver lá a aliança, sabendo que tem o meu nome escrito por dentro.



Wednesday, 25 September 2013

Isto do casamento (7) - O fato

Como qualquer menina que sonha em ser princesa que se preze, já tinha imaginado imensas vezes o dia do meu casamento enquanto ainda não havia planos concretos para isso, e, obviamente, a partir do momento em que começámos a planeá-lo a sério. Havia, no entanto, algo em que não tinha pensado minimamente: o fato dele. Só sabia que, tal como ele, não gosto de fraques nem de gravatões, não gosto de sapatos bicudos e não gosto de fatos brilhantes, com padrões ou com cores estranhas. Por isso, manter-se-ia tudo mais pela zona da normalidade e do que é mais comum.
Fiz questão de não o ver totalmente fardado antes do próprio dia. Quando o fiz não consegui tirar os olhos dele.
(A história está contada aqui e aqui)


Sunday, 22 September 2013

Outono


Espero que este outono que acaba de chegar me/nos traga as mudanças de que estamos a precisar por há tanto tempo ansiarmos por elas.
Entramos agora, juntos, no final de uma etapa que, se tudo correr bem, será a ponte que nos levará àquela que nos imaginámos a viver. Ao vê-la tão próxima surgem os pensamentos inquietantes, as dúvidas e as incansáveis incertezas, acompanhadas do entusiasmo, dos corações palpitantes e das noites despertas de tantos momentos imaginários.
Desejem-me/nos sorte.

Sunday, 25 August 2013

Isto do casamento (6) - O bolo

No que diz respeito a casamentos, não gosto  particularmente do que é tradicional (e o meu marido partilha desse não gosto), o que foi notavelmente visível na escolha de acessórios grená para o vestido (a rosa, a cintura e a cauda amovível). Foi um bocado nessa onda que, sem esforço, decidimos tudo o que havia para decidir no casamento, que não quisemos que fosse uma celebração muito cerimoniosa nem cheia de protocolo. Aliás, foi um dia descontraído, cujo objetivo era que quer os convidados quer nós os dois nos divertíssemos. E conseguimo-lo.
A empresa de catering trabalha em parceria com a Bolita Doces, em Matosinhos, responsável por todas as sobremesas, incluindo o bolo. Fomos lá uma tarde ver os vários modelos e foi o meu marido que escolheu o aspeto exterior todo: três andares, cobertura de massapã, quadrangular, assimétrico e com uma cascata de flores brancas e grená (what else?). Não queria ter bonequinhos no topo do bolo, por isso a questão ficou resolvida logo ali.
Já o interior fui eu que escolhi: massa de chocolate com recheio de frutos vermelhos.
Normalmente é a sobremesa menos comida, depois de tantos bolos, doces, mousses e queijos, mas estava mesmo bom e o pouco que sobrou foi logo devorado nos dias seguintes. Agora já só resta uma fatia congelada para daqui a um ano.