To read any post in English, click on Read more.

In other words...

Showing posts with label A whole new world. Show all posts
Showing posts with label A whole new world. Show all posts

Thursday, 22 May 2014

Ser londrina / Being a Londoner


É quinta feira ao final da tarde e as ruas de Londres estão a encher-se de bêbedos. Uma das coisas em que reparei - com alguma repugnância, confesso - quando cá vim da outra vez foi precisamente o facto de as pessoas beberem como loucas.
Nos passeios e à frente das casas, acumulam-se os sacos de lixo do dia, porque, por uma suposta questão de segurança, não há contentores nem se faz reciclagem.
Durante o dia trovejou, à tarde esteve um sol radiante e agora chove novamente.
Sou mais uma de muitos estrangeiros a viver nesta cidade e, pouco a pouco, vou reconhecendo as ruas à minha volta. Começo a sentir-me pronta para isto.

Tuesday, 20 May 2014

Casa / Home




Em toda esta mudança, tenho pelo menos três grandes dificuldades que espero conseguir ultrapassar ou, pelo menos, habituar-me a elas. A primeira é, obviamente, o ter deixado para trás algumas pessoas que fazem inteiramente parte da minha vida. É verdade que há chats e mensagens e tudo mais, mas não é a mesma coisa e vivo constantemente com medo de ser esquecida ou posta para canto.
A segunda prende-se com trabalhar a partir de casa. Para algumas pessoas pode ser um conforto enorme, mas para mim, que preciso de gente à minha volta, é demasiado angustiante passar o dia todo sem ter ninguém com quem falar, especialmente numa cidade onde não conheço ninguém.
A terceira é ainda relativa à casa: neste momento estou a viver num pequeno quarto, numa casa partilhada com várias pessoas, onde a única área comum é uma pequena cozinha. Não sei quanto tempo mais estarei aqui, mas o melhor, para me sentir um bocadinho em casa, foi mesmo passar parte do dia de ontem a comprar coisas para a casa, nas tonalidades do meu quarto do Porto. Só porque acalento o sonho de um dia para lá voltar.
E pouco a pouco, este cantinho está a tornar-se um bocadinho meu, cheio de tralha bem arrumadinha (ao menos posso tentar melhorar nesta área).



Sunday, 18 May 2014

Foi assim que me vesti (10) / How I met my day (10)


Foi assim que abandonei a minha cidade para me mudar para aquela onde viverei durante os próximos tempos. Para já ainda não a sinto como minha, ainda não sei quanto tempo demoraremos a entender-nos nem de quanto tempo precisarei para acalmar a minha paixão por aquela que deixei. Mas achei que uma saia esvoaçante e um top de verão, combinados com uns dos saltos mais altos que tenho, eram uma boa combinação para que a mudança corresse bem.


This is how I left my city, in order to move in to the one I will live in the near future. Right now, I don't feel it like it is mine, I still don't know how long it will take for us to get along nor how long I will need to calm the passion I feel for the one I left behind. But I thought that a flowing skirt and a summer shirt, along with a pair of one of my highest heels, were a great match for this move to go well.

Monday, 5 May 2014

Maio / May

Maio é o nosso mês: começamos a namorar no início e casamos no final.
Maio é o mês dos casamentos na minha família: até agora, na minha geração, ainda só houve o do meu irmão e o meu, e vai haver o da minha prima no sábado, todos em maio.
Maio é o mês em que nasceu a minha única irmã.

Este ano, maio é o mês em que a minha vida vai ser virada completamente do avesso, em que vou abandonar praticamente tudo aquilo que conheço, sair do meu conforto, dos braços das minhas pessoas, da estabilidade e mandar-me para Londres, onde ele me espera há alguns meses.
Ando a balançar entre o entusiasmo e o pânico. Mas é maio. Maio resolve tudo.

Saturday, 29 March 2014

Caminhos de algodão / Cotton ways


Há alturas em que ninguém pensa em aviões, em que são vistos a passar lá no alto, a deixar riscos no céu e em que cá em baixo até se fazem competições para ver quem adivinha mais companhias, mas em que tudo corre bem e não se pensam nos acidentes.
E, para contrabalançar, há fases como a atual, em que anda tudo louco à procura de notícias sobre o avião desaparecido, o que puxa documentários e reportagens sobre acidentes antigos, e em que há mil e uma aterragens de emergência e motores que avariam e tudo o que mais se possa imaginar.
Ora, eu sou uma mariquinhas, que morre de medo de andar de avião, sobretudo sozinha. Acompanhada até nem faz muito mal: se formos os dois juntos e o avião cair, ao menos morremos juntos e eu vejo-o nos meus últimos momentos. Mas sozinha faz-me imaginar histórias mirabolantes e obriga-me a pensar no que vou perder se morrer cedo de mais, numa viagem de férias de quatro dias.
Por mim as viagens faziam-se todas a pé, por caminhos de algodão...


Sunday, 26 January 2014

Inspira... expira / Breath in, breath out

Dois dias muito importantes se aproximam. Estiveram longe, foram pensados, risquei a contagem decrescente do calendário, as semanas ainda eram muitas, embora a passagem do tempo já fosse angustiante. Agora, de repente, estão aqui a bater à porta e eu vou ter de deixá-los entrar.
O primeiro é o fim de uma temporada, o culminar de um projeto importante a ambicioso em que sempre acreditei. Apoiei-o, mas o trabalho foi todo feito por ele, dia sim dia sim, com algumas interrupções involuntárias pelo meio. Vários longos anos de stand-by de muitas outras coisas que chegam agora ao fim e eu não vou poder estar lá para testemunhá-lo.
Tenho orgulho, como sempre. Muito orgulho nele e no que tem feito em todos os aspetos da vida dele. Sei que não teria a coragem suficiente, a inteligência, a persistência, o empenho e a paciência para o que este objetivo implica, mas também sei que ele tem isso tudo e muito mais. Acredito nele cegamente.

O segundo representará, a todos os níveis, o início de uma etapa completamente nova, uma experiência por que nunca quis passar, mas que terá mesmo de ser e uma experiência por que sempre quis passar e, finalmente, cá está ela. Vou/vamos precisar de muita força, o tempo vai passar lentamente, vai doer um bocadinho, mas vai ser por uma ótima razão.
Estou com uma ansiedade agri-doce que tanto me dá para soltar risinhos nervosos, como para fazer beicinho e ter vontade de lacrimejar.


Two very important days are almost here. They were far away, they were thought about, I crossed the calendar every single day and although there were still many weeks ahead of us, the passage of time was already a bit painfull. Now, all of a sudden, I can hear them knocking on my door, asking for me to open it and let them in.
The first one is the end of a season, the culmination of a very ambicious project in which I never stopped believing. I supported him, but the work was all his, day by day, involuntarily interrupted from time to time. Long years where many other things were postponed are now ending and, unfortunately, I won't be there to testify it.
I'm proud, like I always am. I am very proud of him, of every single idiosyncrasy in his life, specially because I know I wouldn't have the courage, the intelligence, the persistence, the commitment and the pacience needed for this project. But I also know he has it and much more, that's why I blindely beleve in him.

The second one will mark, in every possible way, the beginning of a brand new phase, of an experience I never wanted to live but I'll have to and of an experience I've always wanted to go through and that, finnaly, is right here. I/we will need all the strength in the world, time will pass slowly as never before. It will hurt a little bit, but, in the end, it will be worth it.
I'm feeling a bitter-sweet anxiety that in one moment makes me giggle and, in the other, makes me want to  pout and tear.

Thursday, 2 January 2014

2014


Comecei 2014 a abraçar algumas pessoas de quem mais gosto, numa cidade que me roubou os amigos quase todos, sem vontade de me despedir e com a estranha sensação de que, perante tantas mudanças que aí vêm, nada vai mudar. Pelo menos entre nós.
Na manhã seguinte, a primeira do ano, tomei em família o pequeno-almoço mais confortável de sempre e que há anos não tomava: torradas (daquelas bem estaladiças) e uma caneca de leite com chocolate muito quente, numa casa que, não sendo minha, me deixa tão à vontade como se fosse.
Estas pequenas coisas que me aquecem o coração, que me alargam o sorriso e que me conferem um brilho único aos olhos, prometem-me um ano como o que eu imagino, apesar de ainda ser muito pouco o que posso imaginar.
Embalada por esta viragem, por este novo começo que, afinal, é só uma mudança de ano (com a importância que queiramos dar-lhe), achei que não havia melhor altura do que esta para implementar uma decisão já há muito pensada. A partir de hoje, porque faz todo o sentido, cada post que escrever vai ter uma versão em português e outra em inglês. Não será uma cópia transposta do original pois tenho a sorte de ser a autora e a tradutora/localizadora.
Não lhe chamemos uma decisão de ano novo. Chamemos-lhe, se quisermos, o começo do meu 2014.

Thursday, 19 December 2013

Passo a passo

Encaramos constantemente momentos decisivos, mudanças de rumo de relevância variável, assumidas de acordo com o estado de espírito com que as recebemos. O primeiro par de saltos altos, um novo furo na orelha, o dia em que decidimos emagrecer, o rapaz que conhecemos para ser nosso namorado, um amigo novo, um emprego, uma casa, um filho...
O mundo conjuga-se, incansável, para acalentar a nossa natureza de ser eternamente insatisfeito, que almeja sempre um novo patamar e, assim que o alcança, desfruta-o intensamente durante o tempo em que o entusiasmo sobreviver, até começar a sonhar com o passo seguinte, tendo em mira o próximo patamar.
Ciclicamente, giramos em picos de ansiedade e de estagnação de forma a, pouco a pouco, sairmos do mesmo lugar onde começámos esta viagem.
Há, no entanto, o momento suspenso da espera determinada. Queremos o sim, em último caso o não. Nunca o talvez.
Bem-vindos ao meu presente.

Monday, 28 October 2013

A nossa nova mansão


Entrar em mudanças, numa fase de novos começos, é abrir uma porta de pequenas surpresas entusiasmantes capazes de impulsionar o mundo aos nossos pés. É o que o mantém a girar e o que nos deixa continuar a sonhar com a nova rotina, cheios de adrenalina por abandonar a antiga e encara uma realidade completamente nova, à qual ainda não sabemos agarrar-nos muito bem. E é também por isso que cada uma destas portas tem o dom de fazer tremer, um bocadinho, perante o desconhecido, o medo - ainda que ligeiro - do insucesso. Sair da zona de conforto e saltar para a frente pode manter-nos acordados até mais tarde a dar voltas e voltas à cabeça em tentativas infrutíferas de delinear um plano infalível.
É por isso que, no alpendre de uma casa cheia de portas por abrir, voltar àquilo que se conhece, cujos resultados já são conhecidos, pode ser todo o alento que nos falta. Bastou uma manhã de sol - e que sol! - no meio de tanta chuva e humidade para voltarmos os dois a jogar uma partida de ténis, ainda nada profissional, um pouco frustrante quando as bolas falham a raquete, mas muito gratificante.
Agora resta espalhar energias positivas por todo o lado para que amanhã seja, apenas e só, o início de novas fases muito muito boas.

Tuesday, 16 July 2013

Sven importado da Colômbia


O Sven do ano passado veio da Colômbia para estar no meu casamento. Gostou tanto que aproveitou a mega viagem para andar a conhecer um bocadinho mais da Europa e para reviver o São João, que já tinha conhecido.
No entanto, amanhã é o último dia dele cá e não sei se alguma vez voltarei a vê-lo, embora espere que sim, que gostava de conhecer a Colômbia (até porque ele me dá alojamento em duas cidades).
Isto de aceitar filhos adotivos em casa durante um ano é muito giro, muito divertido e permite conhecer várias culturas diferentes e, vá, ter estadia gratuita em várias partes do mundo. Para além disso, é obviamente uma ajuda enorme para os alunos de intercâmbio, que só podem ter essa experiência se tiverem uma família que os acolha no país para onde querem ir. Ainda assim, não sei se alguma vez irei fazer uma coisa destas porque assim que o ano acaba e eles vão embora, começam as saudades. E, enquanto que se forem aqui de Espanha é fácil manter o contacto, quando são do outro lado do Atlântico a coisa complica-se e é preciso que haja um casamento para que nos vejamos novamente.

Wednesday, 29 May 2013

Paris is a moveable feast


Daqui a cinco minutos vou começar a saga de fazer as malas para o estágio-de-lua-de-mel.
Na sexta feira regressaremos durante um fim de semana à cidade que nos uniu, com planos novos e antigos,
para matarmos todas as saudades que se acumularam com o passar de quatro anos.
Voltarei à minha cidade com um anel de noivado e uma aliança no dedo e a nossa cidade, que nos viu passarmos de estranhos a amigos e, mais tarde, a namorados, reconhecer-nos-á enquanto marido e mulher.

Friday, 11 January 2013

Tanto tempo depois e ainda custa


Estava na altura de deixar de ser uma piegas e de ficar de lágrimas nos olhos de cada vez que ele vai para fora. Nem são assim tantas, uma ou duas vezes por ano, no máximo durante uma semana, mas custa-me chegar a casa e não o ter lá, adormecer e acordar sozinha, não partilhar o jantar com ele, não vermos uma série ou ouvirmos as mixórdias passadas juntos. Quando falamos ao telefone deixo sempre escapar uma lagriminha (e isto é um eufemismo) e sinto tremendamente a falta dos beijos dele.
Também já era tempo de parar de ser uma medricas que começa a tremer só de pensar num avião. Era compreensível se fosse eu a embarcar, mas não: penso nele a embarcar sem mim e em como o avião pode cair sem eu estar com ele, sem que tenhamos tempo de nos despedirmos, de darmos um último beijo nem de fazermos uma derradeira jura de amor.
Mas não consigo, e por isso passei estas duas semanas que passaram com o estômago contraído e extremamente sensível, porque esta madrugada vou deixá-lo no aeroporto e só volto a vê-lo uma semana mais tarde. Durante a interminável viagem vou ficar com os nervos no máximo, vou fazer de tudo para tentar não pensar nisso, mas já sei que não vou conseguir. E vou ter de passar uma semana, de sábado a sábado, a tentar recordar-me da cara dele, do cheiro dele, da voz dele, das mãos dele a pegar nas minhas, dos beijos dele na minha testa.
E como ele já esgotou o número de ausências permitidas durante um ano, espero que tão cedo não pense em descolar-se de mim, porque não aguento tanta ansiedade.

Se não tivesse o compromisso do trabalho, era bem capaz de levar um carregamento de livros comigo e passar estes próximos dias enfiada no aeroporto, porque fico sempre com o pensamento toldado.

Thursday, 20 September 2012

Primeiros passos nisto do casamento (6) - a data


Há quatro anos e tal, quando eu e o meu amor começámos a dar beijinhos e a andar de mãos dadas, assumi que éramos namorados. Pois acontece que algum tempo depois ele me levou a passear pelas margens do rio da nossa cidade e, num recanto escuro (agora que penso nisso até pode ser um local bastante propenso a crimes, que ninguém passa por lá, não se vê nada e tem acesso direto às águas profundas), desceu um degrau para ficar da minha altura e perguntou-me se queria namorar com ele.
Derreti-me, disse que sim e cá estamos.
Ainda assim, celebramos o nosso aniversário de namoro no dia em que começámos a namorar e não no dia em que ele fez este gesto tão romântico (a verdade é que às vezes até nos esquecemos dele).
Quando começámos esta saga, eu queria casar em setembro, porque está quentinho e já deixei de parecer um fantasma transparente, mas não pode ser. Queria, então, o dia 9 de junho, porque embora seja um domingo, acaba por ser como um sábado, porque para o ano o dia seguinte vai ser feriado e assim celebrávamos o nosso aniversário de casamento sempre na véspera de um feriado. Também não pode ser.
Decidimo-nos, então, por um dia muito bonito, que até fica muito bem no papel, naquela quinta por que nos apaixonámos mal a vimos.
Pois então apercebi-me há pouco tempo de que vamos casar no dia em que fui pedida em namoro. Lá vou eu, precisamente cinco anos depois, voltar a dizer que sim.

Monday, 3 September 2012

Eu disse que voltava

Se no ano passado passei um mês a cirandar por entre cidades e desertos norte-americanos, este ano (a crise, o casamento... vocês sabem) decidi passar três semanas intensivas a estudar Espanha: Cáceres, Sevilha, Córdova, Jávea, Valência, Madrid e Toledo. Eu já era uma apaixonada acérrima da nossa pequena península, pelo que a ideia me pareceu encantadora, para além de que havia algumas cidades, como Sevilha, que nunca tivera o prazer de visitar.
Entrada de Cáceres
Entrei e saí de museus, mesquitas, catedrais, alcázares e igrejas, atravessei pontes, perdi-me por ruelas não assinaladas no mapa, descansei em cafés pitorescos e torrei dez dias ao sol em frente a um mar límpido (tirando no dia em que uma criança porcalhota decidiu que a água salgada pública era o sítio ideal para defecar) e constatei com toda a certeza o que concluíra no ano passado: não desfazendo a beleza de algumas das paisagens americanas, as cidades europeias dão quinze a zero às deles. Sem ser preciso avaliar muito.
A cereja no topo do bolo foi que andava há anos a querer ir a Sevilha. Não havia grandes razões para isso: simplesmente queria, tal como ainda quero ir a Florença e a Génova e tal como quis ir a Copenhaga. Talvez o som dos nomes ajude, aliado à ideia que faço dessas cidades pelo que fui vendo em fotografias. A verdade é que toda a gente me dizia que não valia a pena, que Sevilha era uma cidade horrível, sem piada. Barcelona é muito mais giro.

Alcázar de Sevilla

Sevilla

Pois, claro. A seguir a Paris, nunca estive numa cidade tão bonita, tão encantadora, tão perfeitamente construída para todos os gostos. Os edifícios estão numa harmonia exata com as ruas, as praças enormes e com jardins conferem um ambiente romântico à cidade e embora o calor fosse um tudo-nada excessivo, tenho a certeza de que podia viver ali sem qualquer dificuldade.
E sabem que mais? Se pudesse escolher um outro país vizinho, escolhia os espanhóis.
Adiós, Sevilla

Tuesday, 10 July 2012

"I'm knitting a sweater"


Na sexta-feira comecei a aprender a fazer tricot: fui comprar uma lã linda e muito fofinha para fazer um cachecol para o inverno, mas antes de começar algo a sério tive de treinar, porque nunca tinha pegado numa agulha daquelas.
Fiz um mini-tapete para passarinhos, cheio de falhas e de laçadas mal dadas, mas quando vi que já conseguia fazer meia dúzia de carreiras seguidas sem me enganar, tive autorização de pegar na minha lã e começar o meu projeto.
Agora tenho passado as tardes a tricotar, com alguns enganos pelo meio, e já se vê o trabalho a ser feito.
E a Izzie tinha razão: tricotar é uma terapia bastante eficienteNão que eu precise de terapia, mas é uma maneira mais útil de passar o tempo do que passar horas à frente do TLC...

Saturday, 23 June 2012

A minha cronologia


Há doze anos apaixonei-me pelo filho de uma professora minha. Escrevia o meu nome com os apelidos dele e achava que combinavam perfeitamente, especialmente porque ele era uma pessoa muito simpática, muito correta e que me tratava amorosamente, apesar de nunca como eu queria.
Três anos depois cresci, entrei para o secundário e perdi-me de amores por um bad boy não muito bonito (agora que penso nisso à distância acho, até, que tinha ar de sujo), algo convencido, bastante inteligente mas daqueles que não sabem aproveitar a inteligência que lhes foi oferecida e, para variar, era um querido comigo, mas andei anos à espera do beijinho que nunca chegou.
Há quatro anos mandei-me para Erasmus, perdi-me de amores apaixonantes pela minha outra cidade e pelo homem da minha vida, que conheci lá. 
Quatro anos depois metemo-nos num avião rumo a Londres e ele levou, em segredo, uma caixinha no bolso. Ajoelhou-se, estendeu-me a caixinha com um anel lindo e pediu-me para casar com ele num bocadinho de tarde soalheira no Hyde Park, no meio da relva, sem ninguém à volta.
Eu disse que sim e sinto-me a mulher mais feliz do mundo.

Friday, 22 June 2012

O bom de ser turista (2)


Comprar uma data de recordações e prendas para quem fica cá à minha espera e distribuí-las entre sorrisos.
Para mim trago sempre mais um ou dois ímanes para a coleção.

Tuesday, 12 June 2012