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Monday, 8 September 2014

Coisas de que gosto mesmo mesmo muito (3) / Things I really really like (3)

Ter alguém para quem cozinhar o jantar. Uns simples ovos mexidos, um salmão no forno, ou massa com pesto. Bom é alguém para alimentar.

Having someone to cook dinner for. Whether it is scrambled eggs, grilled salmon or pasta with pesto. It is so good to have somebody to feed.

Sunday, 8 June 2014

Picnic no Hyde Park / Hyde Park picnic



Um dos aspetos em que Londres bate o Porto aos pontos é na quantidade e dimensão de parques que por aqui há. Gosto disto de sair de casa sem rumo e dar com uma imensidão de relvado, com sol e sombra, onde se pode estender uma toalha para apanhar sol, jogar qualquer coisa ou, simplesmente, passear.
Na sexta feira à tarde fomos passando por padarias e supermercados até acharmos que tínhamos comida suficiente para um banquete, estendemos uma manta no Hyde Park onde comemos um almoço tardio, após o que nos esparramamos ao sol até a sombra nos mandar embora.
Não fomos, de longe, as únicas pessoas a ter a mesma ideia, mas tivemos mais do que espaço suficiente para nós. Agora é só preciso o tempo manter-se assim durante os próximos meses, porque habituar-me-ia facilmente a uma rotina assim.

Mozzarella bomb

Friday, 6 June 2014

Londres gastronómico (2) / Gastronomic London (2)



 Hampstead é uma zona não muito longe da minha casa atual, onde não me importaria nada de viver. Aliás, acho que de todas por onde já passei com essa perspetiva em mente, era mesmo aquela que me encheria as medidas. É movimentada, tem bares, cafés e lojas, tem bons acessos e um parque (Hampstead Heath) quase ao virar da esquina.
Ontem decidimos ser irreverentes e comer a sobremesa primeiro. Passámos pela Creperie de Hampstead, uma roulotte pequena, no meio do passeio, entre vários cafés, com uma oferta de crepes bastante generosa. Partilhámos um de avelãs e chocolate branco que, não tendo sido o melhor crepe que já comi na vida (não há nada que supere o Au p'tit grec, em Paris), soube muito bem, mesmo comido num banco virado para a rua.
O jantar foi logo ali ao lado, no Coffee Cup, um café/restaurante italiano com um ambiente peculiar, um atendimento rápido, um serviço ótimo e a um preço incrivelmente baixo. Sou fã de massas, adoro fazê-las e comê-las, mas não em qualquer lugar. Este ficou-me registado como um sítio a repetir, várias vezes, se possível.




Mais fotografias abaixo

Londres gastronómico / Gastronomic London




Southbank é a zona de Londres que mais me atrai. Apresenta-se-me como uma mistura do Porto - talvez pela marginal ao longo do rio salpicada de pontes - com Paris - devido aos cafés e bares com esplanadas para a rua -, mas com vista ao longe para alguns dos edifícios londrinos mais emblemáticos, como o Big Ben e o Parlamento. Na quarta ao final da tarde foi para lá que fomos aproveitar o sol e experimentar um dos muitos restaurantes que por lá se encontram.
Íamos com a ideia do Benugo, um restaurante/bar com um ambiente muito confortável, mesmo junto à estação de metro de Waterloo, ou do Canteen, um restaurante de comida tipicamente inglesa no Royal Festival Hall.
Uma vez que, de repente, olhámos para cima e vimos um céu na sua maioria límpido e cheio de luz, mas, mesmo por cima de nós, negro e a ameaçar uma chuvada que, efetivamente, acabou por chegar não muito depois, enfiámo-nos no Archduke, também pertinho da estação de Waterloo. Um restaurante labiríntico em forma de túnel, imediatamente por baixo da linha de metro, com jazz ao vivo e uma iluminação fraca, mas agradável.
Para a mesa vieram umas amêndoas torradas como entrada, uns cogumelos portobello com queijo de cabra, courgette e salada de rúcula e parmiggiano para mim e um hambúrguer clássico para ele.
Não constava dos nossos planos gastronómicos para essa noite, mas a chuva acabou por trazer-nos uma boa surpresa.

Saturday, 23 November 2013

Delícias de um fim de tarde


Ser a primeira a chegar a casa, enroscar-me no sofá e em duas mantas com uma caneca de uma qualquer bebida quente a ler um livro no silêncio, sem televisão, sem rádio, sem vozes. Só com o mundo lá fora, ao longe, apressado, alheio a mim.
Sou um pouco fascinada por essa ideia de ser possível não haver uma única pessoa para além de mim que saiba o que estou a fazer e no que estou a pensar. Gosto da liberdade e da sensação de conhecimento único que esse pensamento me confere.

Monday, 21 October 2013

Conforto gastronómico


No final de uma semana e antes mesmo de começar outra, na segunda feira bem cedo, nada como uma sopa acabada de fazer, num ambiente de baunilha gentilmente perfumado pela vela do Ikea oferecida pela minha irmã.


Monday, 7 October 2013

Queijo e vinho


Ir às compras é uma chatice, especialmente quando se escolhe, com grande pontaria, o primeiro fim de semana do mês para o fazer. Pessoas aos encontrões umas às outras, filas enormes, cansaço nas costas, falta de paciência e o sábado passa-se assim, numa seca tremenda sem fim.
Pois então há que fazer alguma coisa para o melhorar, para não ser dado como um dia inteiro perdido, jamais recuperado. Traz-se num dos sacos um queijo de vaca e ovelha, uma garrafa de vinho tinto e carne que se põe a assar enquanto nos aperitivamos. Não há nada como esta mistura e uma boa conversa (eu a tentar convencê-lo por músicas e palavras de que não houve, há ou haverá outro grupo equivalente aos Queen) para nos fazer descontrair e lembrar que a vida é cheia de coisas boas.

Thursday, 18 July 2013

Lanche intemporal






















Quando era pequena, ainda com dentes de leite, não comia nada com açúcar. Aliás, até aos 10/11 anos, comia obrigada e sem vontade, demorava horas e horas para comer um singelo almoço que, por vezes, tinha de acabar ao lanche ou ao jantar e chegava a deitar pela sanita abaixo ou a pôr diretamente no lixo aquilo que conseguia sem que ninguém visse.
Com a adolescência adquiri o prazer da comida (tanto que cheguei a compensar o tempo perdido, mas adiante) e foi nessa altura que descobri, a sério o mundo das coisas doces e dos aperitivos de queijo. Passei a gostar de quase tudo e vivi aquela fase que muitos miúdos vivem: a do quanto mais gorduroso/açucarado, melhor.
Já não sei muito bem como, mas a certa altura o meu lanche ideal era um dos mais banais, mas perfeito, porque aliava o melhor dos dois mundos: pão branco com manteiga e um copo de leite achocolatado. Molhava o pão no leite quase até se desfazer, apreciava o leite a fugir da gordura da manteiga e a alojar-se na massa fofa e farinhenta e comia com imenso prazer.
Mas quando ia a casa da minha avó paterna, havia uma coisa que comia sempre e só lá e que consistia muito simplesmente num iogurte de morango com açúcar. Deitava uma colher de açúcar, misturava muito levemente para não deixar de sentir os grãos e mastigava a mistura como se fosse a grande maravilha culinária. Quando o açúcar se dissolvia completamente, deitava mais uma colher e assim sucessivamente até acabar o iogurte.
Curiosamente, passei anos sem comer esta última mistalgada e quando voltei a fazê-lo, há não muito tempo, achei das coisas mais intragáveis de sempre.
Já o pão com manteiga empurrado com uma caneca de leite achocolatado frio mantem-se como um dos lanches mais confortáveis de sempre.

Friday, 12 July 2013

Deixai vir a mim

Não fui de férias, mas as férias dos meus pais vieram até mim, pelo menos um bocadinho.


Dois kitkat chunky de manteiga de amendoim e dois kitkat de menta (babo-me por chocolates de manteiga de amendoim e por chocolates de menta), uma lima de seis passos da Boots e umas reduced fat chocolate chunck cookies do Marks & Spencer.
A lima foi encomenda, o resto foram acréscimos muito bem vindos, escolhidos a dedo, para aterrarem bem lá no fundo, quando a minha alma precisar de consolo.

Tuesday, 9 July 2013

Coisas boas do verão


Os jantares lá fora, num terraço quase no topo de um prédio no Porto, parcamente iluminados pelas luzes noturnas da cidade.

Tuesday, 28 May 2013

Uma lição de vida


Nunca comam um prato de sopa cheio de ananás até à borda.
Enquanto dura sabe muito bem, mas depois deixa os dentes a doer e a língua cheia de aftas.

Tuesday, 21 May 2013

Resistir à tentação


Agora na reta final, quando praticamente só como maçãs, este mundo foi inundado pelo World Baking Day e respetivas fotografias e descrições de fazer crescer água na boca. Entretanto andei a decidir visualmente as sobremesas para o casamento e fiquei cheia de vontade de dar meia dúzia de trincas em cada uma delas.
O que me vale é que o frigorífico só está recheado de alfaces, tomates, maçãs, água das pedras e sumo de multifrutos, senão tornava-se complicado contrariar todos estes impulsos gastronómicos.
 

Wednesday, 15 May 2013

Acordar bem


Há um conforto diferente em acordar com o aroma de pão acabadinho de fazer a entrar dentro do quarto, logo de manhãzinha. Acordei antes do despertador e fiquei na ronha, a aproveitar aquele momento meu de semi-sonolência antes de um dia cheio, com um cheirinho doce só por companhia.

Saturday, 23 March 2013

Mais ou menos feito em casa

Para o jantar de ontem fiz lasanha: comecei por fazer a massa de véspera por ser uma tarefa que leva algum tempo a ficar concluída e não tem mal nenhum ficar a secar de um dia para o outro. Ao final da tarde tratei da carne, pre-cozi a massa e montei as camadas todas na travessa, com uma cama bem espessa de queijo por cima.
Todos elogiaram, mas a certa altura alguém comentou que o bechamel estava espesso demais, ao que eu respondi que tinha sido deitado diretamente do pacote, o que provocou um olhar de espanto e uma gargalhada geral.
Sim, fui a esse ponto: tudo feito em casa e à mão, tirando o litro e meio de molho bechamel. A meta para a próxima é incluir este ingrediente na lista dos confecionados de raiz.

Sunday, 10 March 2013

Experiências culinárias

A ideia era fazer algo semelhante às bolachas de aveia e chocolate do Ikea, mas o resultado, embora bastante bom, foi um pouco diferente. Decidi não barrar chocolate em todas as bolachas e fiz bem, porque não fui a única a preferir as bolachas simples. O único problema foi que o sabor da aveia não ficou a notar-se tanto como queria e acho que se tivesse posto côco tinha ficado ligeiramente melhor. No entanto, como a mãe do meu namorado, sabendo como adoro bolinhos de côco, trouxe uma grande dose deles, pelo que não valia a pena ter sabores repetidos.
 Da máquina saiu mais um maravilhoso pão (a melhor aquisição dos últimos tempos!) e o chá de baunilha completou um lanche muito agradável.


Programa de domingo


Gosto mesmo muito de ficar a dormir até mais tarde e de, entretanto, ouvir a chuva e o vento lá fora a disputar um lugar de destaque no mundo. Mas quando nos propusemos a oferecer um lanche à família aqui em casa a ronha não pode ser demasiado prolongada e são horas de ligar o forno, reunir a balança, a varinha, a farinha, o açúcar e a manteiga e começar a fazer bolachas e pão.
Já andava há muito tempo à procura de uma boa receita de bolachas e, finalmente, encontrei-a. Vou agora testá-la.

Monday, 28 January 2013

Cozinha e mesa

Para o jantar (e única refeição) de ontem, decidi cozinhar algo que já andava a imaginar há algum tempo. Por isso meti-me no carro rumo ao Continente (sim, sou mais amiga do Sr. Sonae do que de qualquer um dos outros), comprei queijo e massa de pizza e liguei o forno mal cheguei a casa.
Estendi um círculo de massa no tabuleiro do forno (com a própria folha de papel vegetal por baixo) depois de ligeiramente estendida à mão, espetei-lhe o garfo algumas vezes, deitei-lhe um pacote de 200g de queijo mozzarela, embora ache que fique melhor com um queijo mais forte, tipo emmental, e reguei tudo com azeite e orégãos.
Cobri com nova camada de massa que também piquei com o garfo e pincelei-a com azeite e orégãos. Acho que o truque para que fique mais saboroso é a quantidade de azeite.


  
Foi ao forno durante cerca de 25 minutos a 150º e ficou uma enorme focaccia bem estaladiça, que ainda hoje, fria, sabe bem.


Monday, 21 January 2013

Invenções não inventadas

Se alguém se lembrar de produzir chocolate solúvel com menta vou a correr abastecer-me de caixas que deem para os próximos anos.
Sim, eu sei que é possível derreter M&Ms com menta ou After Eight no leite achocolatado, mas esses são melhores para devorar enquanto... bem, enquanto apetecer.

Friday, 28 December 2012

Sonhos gastronómicos


Toda a gente conhece a velha e sábia história de que a uma pessoa esfomeada não se deve dar um peixe, mas sim uma cana de pesca e ensiná-la a pesar, pois assim conseguirá arranjar comida durante o resto da vida. O Pai Natal também conhece, por isso este ano embrulhou uma máquina de fazer pão, endereçou-a a mim e ao meu amor e fê-la descer a chaminé de casa dos meus pais.
 Hoje de manhã acordámos com um cheirinho delicioso a pão tipo brioche a escapar-se da cozinha para o resto da casa.