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Saturday, 11 January 2014

Break a nail (3)

Não foi para condizer com o tempo, muito menos foi uma metáfora para um estado de espírito com que não tenho estado. O cinzento entrou na minha vida apenas através das minhas unhas. Temi ficar um pouco com ares de gótica, mas nada disso.

Kiko (818)




It was not supposed to match the weather, much less was it a metaphore for a state of mind that, lately, hasn't been mine. Only my nails accepted the grey colour. I was a little bit afraid of being gothic-ish, but I really didn't.

Monday, 21 October 2013

Porto stock fair

Este ano não houve feira do livro no Porto, mas não interessa, ninguém quis saber: já houve uma data delas e mais uma data haverá ainda, para compensar e ninguém ficar a perder. Até dia 27, domingo, o Palácio de Cristal volta a acolher um encontro literário com grandes descontos, quanto mais não seja para inspirar novas leituras.
Eu vou, até porque há alguns autores que pairam na minha cabeça já há algum tempo e não os quero deixar escapar.

Monday, 9 September 2013

Confissão


Sou uma leitora de spoilers. Pronto, assim mesmo, confessei-me, sem vergonha, sem remorsos, sem pré-aviso. Tudo começou há muito tempo atrás, numa vaga memória que se me escapa, quando iniciei este meu vício por livros. Um dia, quando dei conta, tinha adquirido um hábito que ainda hoje me acompanha: o de ler o último parágrafo dos livros que leio, após ter lido aí umas três a cinco páginas.
Não se irritem comigo, não iniciem uma petição contra esta minha mania. Ao ler o final do livro mesmo no início, quando ainda não estou familiarizada com as personagens, graças à memória de peixe que me calhou na sorte, tenho a certeza - e ainda não em enganei - de que quando chegar, efetivamente, ao final, ele vai surpreender-me. Então porque faço isto? Em primeiro lugar, já vou preparada para um final feliz ou para um final triste, consoante aquilo que ler. Em segundo lugar, preciso de saber se o interesse se vai manter do princípio ao fim, se vai aumentar ou se vai esmorecer, para poder decidir se continuo a ler o livro ou não.
Acontece que esta minha prática se estendeu, inevitavelmente, às séries que vejo. O que mais me custa é, numa série como Prison Break, por exemplo, ficar até ao episódio X na expectativa, sem saber se a personagem de que gosto vai viver ou, pelo contrário, vai desaparecer da história. Assim, entro nos fóruns de discussão do IMDB e já fico a saber com o que contar. Não vejo um único concurso (americano) sem ir ver quem foi o concorrente que ganhou, para não torcer pela pessoa errada.
E, ainda assim, leio e vejo com gosto, sem me sentir atraiçoada pela minha própria curiosidade.

Thursday, 18 April 2013

A Ameaça

Imagem daqui
Conheci o Ken Follet através do Terceiro Gémeo, que me fez sentir como se entrasse numa nova dimensão da qual tive forçosamente e a custo de sair quando fechei o livro pela última vez. Fiquei maravilhada, estonteada e completamente apaixonada por aquela história, pela escrita e pelas personagens, uma a uma. Aquele livro levou-me quase a um clímax literário a cada página que lia.
Tive de agarrar-me a uma parte dele e devorar todos os livros do autor que pudesse encontrar e, para quem não sabe, este senhor é o mestre do romance histórico repleto de espionagem. Gostei muito de uns e adorei outros, mas nada chegou aos calcanhares do que senti pelo Terceiro Gémeo, provavelmente por pertencerem a géneros tão diferentes.
De repente caiu-me nas mãos A Ameaça, um outro thriller moderno relacionado com a investigação científica na nossa era e com os potenciais perigos que pode representar a sua aplicação indevida. Uma vez mais, nada se compara ao Terceiro Gémeo, mas voltei a sentir aquela sensação de conforto e o entusiasmo que já tinha sentido uma vez ao ler o desenrolar dos acontecimentos.
Dei pelos meus olhos a fugirem pelas páginas adiante, saltando partes importantes, para chegarem à solução temporária do problema, mas obriguei-os sempre a voltar atrás, porque mais do que um bom contador de histórias, o Ken Follet é um ótimo escritor que me faz acelerar o meu ritmo de leitura e me deixa despedaçada quando a história chega ao fim.

Friday, 1 February 2013

Livros de dezembro

Dezembro foi um mês consagrado, literariamente, apenas ao meu mais que tudo Ken Follet. Nada de novo, portanto. Não consigo cansar-me dele, não sinto que a cada livro dele leia a mesma história contada de uma maneira diferente, embora a espionagem e a II Guerra Mundial sejam, regra geral, um assunto comum a todos eles.
Acabei de ler o Voo final, passado em 1941, numa Dinamarca ocupada pelos Nazis. Os aviões britânicos da RAF, que tentam travar os avanços alemães, são constantemente abatidos antes de conseguirem cumprir a missão, quase como se o exército de Hitler fosse capaz de prever os seus planos. Entretanto, a descoberta de uma base secreta alemã por um jovem dinamarquês vai levar a uma aliança entre este e uma agente do MI6, que partilham a vontade de derrotar os alemães, pela qual ambos enveredam por caminhos complicados com uma grande probabilidade de insucesso.

Fotografia daqui
Contagem decrescente dá um pequeno salto no tempo e transporta-nos para o período da Guerra Fria, mais concretamente para a batalha espacial entre os EUA e a URSS, em 1951. Encontramos, então, Claude Lucas, um aparente vagabundo, que acorda na estação central de Washington sem qualquer réstia de memória. Ao longo dos dias vai, no entanto, redescobrindo a sua inteligência e compreendendo que é perito em perceber se está a ser seguindo, em esquivar-se dos perigos e em lutar contra eles. Descobre, também, que o lançamento iminente do foguetão Explorer I é uma parte fundamental da sua vida e uma das razões para a sua amnésia.
O desvendar desta a questão é o ponto de partida para o desvendar de toda a sua vida.

Fotografia daqui
Qualquer um dos livros, tal como o autor nos vai habituando, tem descrições minuciosas das ferramentas, dos aparelhos e dos artefactos técnicos utilizados pelas várias personagens, bem como das paisagens, dos locais e dos intervenientes, tornando-se, assim, muito fácil imaginarmo-nos no centro da ação, enquanto assistimos ao seu desenrolar. O estilo literário é fluido, embora a linguagem não seja aquela que consideramos corrente, especialmente tendo em conta o cariz específico dos temas escolhidos (o que não constitui, de maneira nenhuma, um aspeto negativo).
Ken Follet tem uma capacidade que me deixa maravilhada, que é a de conseguir ser imparcial ao acompanhar as descrições, decisões e atitudes de qualquer uma das suas personagens, sejam elas antagonistas ou não, o que mantem o suspense até ao final e dificulta a tomada de partido precipitada por parte dos leitores.

Friday, 30 November 2012

Livros de novembro

Este mês foi, literariamente falando, inteiramente dedicado ao Ken Follet. Já tinha ouvido falar muito nele e já me tinha sido aconselhado, mas nunca tinha chegado a ler um livro do senhor. Ora, estava eu no limiar da angústia porque estava a acabar o último livro que tinha para ler sem mais nenhum à vista, quando me é posto à frente O terceiro gémeo. Um livro grosso, de 518 páginas, daqueles que duram muito, tal como eu gosto.
Li-o em menos de uma semana, por isso a finalidade de ter sempre alguma coisa para ler quando entro no metro ou no autocarro foi um bocado pela valeta abaixo, mas não consegui conter-me e devorei-o em cada minuto livre, tendo chegado ao fim com aquela sensação de quero mais.
É uma história sobre um homem acusado de uma violação pela qual não é responsável, da vítima que o identificou sem margem de dúvidas, da amiga da vítima que estuda gémeos e descobre que afinal o acusado tem um gémeo que talvez tenha cometido o crime e do gémeo que, afinal, está na prisão e não é filho dos mesmos pais que o primeiro.
A amiga da vítima e o primeiro gémeo trabalham lado a lado para ilibar este último e descobrem todas as respostas que procuravam. E muitas mais.
Um livro extremamente bem escrito com o título mais genial de sempre.
Estou mortinha por me esquecer da história para voltar a lê-lo.
Daqui
Voltei a abraçar o Ken Follet com O homem de Sampetersburgo, onde conhecemos o Duque Walden que, na Inglaterra de 1941, prepara com Churchill uma aliança secreta com a Rússia, que a manterá ao lado dos ingleses durante a guerra iminente. No entanto, um anarquista russo faz tudo para evitar que a aliança seja concretizada e viaja até Londres onde dá de caras com o passado que lhe escapou por entre os dedos.
Não gostei tanto como d'O terceiro gémeo e achei a leitura mais difícil, provavelmente devido à complexidade das referências históricas, mas não fiquei minimamente desiludida.
Daqui 

Agora estou a meio do Voo final, também sobre Segunda Guerra, mas foca-se especialmente na Dinamarca e na sua resistência secreta aos nazis. Contudo, falarei deste só quando o acabar.